segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

4 toques para quem vai atualizar o currículo

Ideal é revisitar o currículo uma vez por mês ou a cada três meses, no máximo para não deixar nenhuma experiência relevante ficar de fora, diz especialista




Uma experiência profissional adquirida, a participação em um projeto, ou um curso feito recentemente. Cada novo passou dado na carreira deve ser registrado no currículo. Afinal ele é o espelho da sua trajetória profissional.
Mas é fato que muita gente, quando se trata de atualizar o currículo, acaba caindo na procrastinação. De acordo com pesquisa realizada pela Vagas Tecnologia em sua base de dados, os profissionais levam mais seis meses para incluir novos dados. 
Dos profissionais de 21 a 30 anos, 54,7% declararam que passam mais de 180 dias sem colocar informações sobre a sua evolução na carreira. Entre as pessoas de 31 a 40 anos, o percentual é ainda maior: 57,7% ficam mais de seis meses sem atualizar o currículo.
Segundo Fernanda Diez, gerente de relacionamento da Vagas Tecnologia, revisitar o currículo apenas duas vezes por ano é arriscado. “É um dado alarmante. Quanto mais o profissional demora, maior a chance de ele não se lembrar de todos os projetos dos quais participou nesse período”, explica.
O ideal, diz Fernanda, é que o currículo seja atualizado uma vez por mês. “Ou no máximo a cada três meses”, sugere. Se você não revê o cv faz tempo, confira os toques da especialista na hora incluir novas informações:
1- No currículo online inclua o máximo de informações possível
Se o currículo de papel tem limite de tamanho e geralmente conta com uma ou duas páginas, a versão online não deve ser enxuta. Use e abuse de palavras chaves e não deixe nenhum projeto relevante de fora, porque ele pode ser essencial para você ser chamado para a entrevista.
“O currículo online é ligado a um sistema de recrutamento e seleção que cruza as informações entre o perfil da vaga e os currículos, por isso ele precisa ser bem completo para aparecer nesse cruzamento”, diz Fernanda.
2- Revise o documento ao menos três vezes
“Temos uma oportunidade, você pode me enviar o currículo agora?”. Ao receber essa ligação, você vai desejar como nunca ter seguido os conselhos da especialista sobre manter as informações atualizadas. 
Incluir dados novos em meio a ansiedade de concorrer a uma oportunidade profissional pode resultar em deslizes gramaticais, por pura pressa e desatenção. “Ao recrutador soa como desleixo, mas, muitas vezes, é ansiedade”, diz Fernanda.
 Por isso, releia tudo e atente a detalhes, letras trocadas, erros ortográficos e de concordância. “Peça para alguém ler com olhos críticos”, indica a especialista.
3- Indique o objetivo profissional
Ele pode ser mais abrangente, indicando a área de atuação ou mais específico trazendo também o cargo almejado. O importante é que o recrutador perceba que você é um profissional que sabe o que quer. “Colocar a critério da empresa, não é indicado porque passa a imagem de que a pessoa não tem um objetivo”, lembra Fernanda.
4- Atente à relevância das experiências
Aquela palestra sobre nutrição a que você assistiu deve ficar de fora se o seu objetivo é conquistar uma oportunidade no mercado financeiro. “Inclua apenas o que for relevante e que reflita suas aptidões”, diz Fernanda.
Evite colocar adjetivos soltos. Se você é proativo, organizado e tem habilidades de liderança, coloque projetos e experiências que exemplifiquem estas competências. Comandar um grupo de estudo mostra que você está desenvolvendo a liderança, fazer cursos online gratuitos revela a sua proatividade na hora de buscar conhecimento e por aí vai. “O recrutador vai sempre buscar as experiências que comprovem as competências”, explica Fernanda.

As 23 melhores faculdades de Administração do Brasil

Se deseja cursar uma faculdade de administração, confira algumas informações sobre o curso e uma lista das melhores faculdades

Administração é o gerenciamento dos recursos humanos, materiais e financeiros de uma organização. O administrador é o profissional responsável pelo planejamento das estratégias e pelo gerenciamento do dia a dia de uma empresa. Ele ajuda a definir, a analisar e a cumprir as metas da organização.
No curso de Administração, que é o bacharelado com o maior número de formados ao ano, o aluno estuda disciplinas básicas nos dois primeiros anos (matemática, estatística, direito, sociologia, contabilidade e informática). A partir do terceiro ano, ele passa a ter aulas de logística, finanças, marketing e recursos humanos. Algumas escolas exigem uma monografia de conclusão de curso, além do período de estágio.

Apesar de tantos formandos anualmente, o mercado de trabalho ainda tem espaço para absorver jovens profissionais. Há um déficit de administradores para gerir pequenas, médias ou até mesmo grandes empresas. Esse profissional é procurado em todos os setores do mercado – industrial, comercial, de serviços ou agronegócio.
Gostou de Administração? Confira as melhores faculdades do Brasil:
Nome da FaculdadeEstrelas
Universidade Federal do Amazonas (Ufam)?????
Instituto Federal da Bahia (IFBA)?????
Universidade Federal da Bahia (UFBA)?????
Universidade de Brasília (UnB)?????
Ibmec-MG?????
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)?????
Universidade Federal de Itajubá (Unifei)?????
Universidade Federal de Lavras (Ufla)?????
Universidade Federal de Viçosa (UFB)?????
Universidade Federal do Paraná (UFPR)?????
Fundação Getúlio Vargas (FGV)?????
Ibmec-RJ?????
Pontifícia Universidade Católica RJ (PUC-Rio)?????
Universidade Federal doRio de Janeiro (UFRJ)?????
Universidade Federal de Pelotas (UFPel)?????
Pontifícia Universidade Católica RS (PUCRS)?????
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)?????
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)?????
Unisinos?????
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)?????
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)?????
Fundação Getúlio Vargas Eaesp?????
Insper Instituto de Ensino e Pesquisa?????

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Novo cálculo do seguro-desemprego




O Seguro Desemprego foi criado por intermédio do Decreto Lei No. 2.284 de 10/03/1986 com a finalidade de prover assistência financeira temporária ao trabalhador dispensado involuntariamente.

Após a Constituição de 1988, o Seguro Desemprego foi remodelado e o benefício passou a integrar o chamado Programa do Seguro Desemprego, com o objetivo de prover assistência financeira temporária ao trabalhador em virtude da dispensa sem justa causa, inclusive indireta, auxiliá-lo na manutenção e busca de emprego, promovendo para tanto, ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional.

O programa foi criado através da Lei nº. 7.998 de 11/01/1990, que definiu a fonte de custeio com a instituição do Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT, instituindo também o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – CODEFAT, composto por representantes dos empregadores, dos trabalhadores e do governo.

Quem tem direito ao Seguro-Desemprego terá direito a receber o Seguro-Desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa, inclusive a indireta, que comprove:

Ter recebido salários consecutivos no período de 6 (seis) meses imediatamente anteriores à data da dispensa, de uma ou mais pessoas jurídicas ou físicas equiparadas às jurídicas;

Ter sido empregado de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica durante, pelo menos, 06 (seis) meses nos últimos 36 (trinta e seis) meses que antecederam a data de dispensa que deu origem ao requerimento do Seguro- Desemprego;

• Não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, previsto no Regulamento de Benefícios da Previdência Social, excetuando o auxílio-acidente e a pensão por morte;

• Não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.

• Também terá direito ao Seguro-Desemprego, sob a aplicação de regras específicas, os empregados domésticos e os pescadores profissionais, categoria artesanal, durante os períodos de defeso.

Critérios Básicos de Concessão O Seguro-Desemprego será concedido ao trabalhador desempregado, por um período máximo variável de 03 (três) a 05 (cinco) meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de 16 (dezesseis) meses, observando-se a seguinte relação:

• 03 (três) parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada de no mínimo 06 (seis) meses e no máximo 11(onze) meses, nos últimos 36 (trinta e seis) meses;

• 04 (quatro) parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada de no mínimo 12 (doze) meses e no máximo 23 (vinte e três) meses no período de referência;

• 05 (cinco) parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício com pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, de no mínimo 24 (vinte e quatro) meses no período de referência.

Novo Cálculo do Seguro Desemprego (em vigor desde 03/09/2012) Conforme a resolução nº. 699 de 30/08/2012, para fins de apuração do beneficio será considerada a média aritmética dos salários dos últimos três meses anteriores à dispensa e referem-se aos salários de contribuição informados no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS.

Se, excepcionalmente, o salário de contribuição não constar na base CNIS, este deverá ser obtido na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, atualizado, no contracheque ou, ainda, nos documentos decorrentes de determinação judicial. Nestes casos, as cópias dos documentos deverão ser arquivadas junto ao Requerimento de Seguro- Desemprego.

O salário será calculado com base no mês completo de trabalho, mesmo que o trabalhador não tenha trabalhado integralmente em qualquer dos três últimos meses.

O valor do Seguro-Desemprego será calculado com base no salário mensal, tomando-se por parâmetro o mês de 30 (trinta) dias ou 220 (duzentos e vinte) horas, exceto para quem tem horário especial, inferior a 220 horas mensais.

Em resumo, o que muda é a base de dados das informações que serão utilizadas para composição do valor do seguro desemprego, que a partir de agora serão extraídas do Cadastro Nacional do Seguro Social – CNIS.

Essa medida aumenta o controle do governo sobre as empresas que não contribuem corretamente para o INSS e indiretamente beneficia o trabalhador, pois o cálculo dos demais benefícios previdenciários também é feito com base nesse cadastro.

Gente que fala demais



Você fala demais? Gasta um tempão para dizer o que poderia ser dito rapidamente? Vale a pena refletir sobre os motivos que o levam a ser prolixo e buscar soluções para esse problema. A questão se torna ainda mais grave nesses tempos em que as pessoas estão cada vez mais ocupadas e com pouca paciência para ouvir conversas prolongadas. 

O primeiro passo em busca da solução é ter consciência de que você fala além do necessário. É comum observar pessoas criticando outras porque são prolixas quando elas mesmas, que fazem as críticas, são as que mais falam. Alguns sinais poderão servir como luz amarela para você ficar atento. 

Procure se lembrar de alguém já ter feito algum tipo de comentário sobre o fato de você falar muito. Tente recordar ainda se você mesmo já se surpreendeu por não ter percebido como o tempo passou tão rapidamente enquanto falava. 

A vaidade intelectual é um dos maiores motivos para que alguém se torne prolixo. Certas pessoas não resistem à tentação de mostrar seus conhecimentos e revelar seu brilho intelectual. Basta o tema ter pelo menos uma remota ligação com o que aprenderam em livros, nos bancos escolares ou por qualquer outro meio, e não terão nenhum escrúpulo para incluí-los na mensagem. 

A conversa ou apresentação fica parecida com uma árvore cheia de galhos. Caminham em determinada direção e mudam a trajetória no meio do caminho para incluírem nova informação, em seguida outra, depois mais uma. De tal forma que os ouvintes não conseguem mais acompanhar o raciocínio. 

Se este for o seu caso, resista e não se desvie da rota traçada. A não ser que a informação seja muito relevante a ponto de comprometer o entendimento e o sentido da mensagem, deixe-a de lado. 

Trace uma rota e permita poucos desvios ao caminho determinado. Faça sempre esta pergunta: em que medida essa nova informação será útil para o resultado da apresentação? Se concluir que ela apenas servirá para demonstrar seu conhecimento e dotes intelectuais, não deve ser incluída. 

A falta de um objetivo claro pode obrigá-lo a dar voltas nas conversas ou apresentações sem que saiba exatamente aonde deseja chegar. Pode parecer estranho, mas muitas pessoas expõem a mensagem sem saber qual sua real finalidade. Afinal, o que você deseja com sua exposição? 

Convencer, esclarecer, entreter, informar? Estabeleça seu objetivo principal e se dedique para atingi-lo. 

Não saber ordenar o raciocínio tira a objetividade da apresentação. Se você não souber qual o rumo que pretende seguir, terá dificuldade para cumprir de forma correta todas as etapas da apresentação. Seja disciplinado e estabeleça como será o início, o meio e o fim. Parece tão simples, mas são poucos aqueles que conseguem dar esses passos tão elementares.

Tomando essas cautelas você evitará divagações desnecessárias, irá com mais objetividade ao ponto, facilitará a compreensão dos ouvintes e conquistará o sucesso que deseja com suas apresentações. Não é complicado, mas exige um pouco de trabalho, dedicação e bastante humildade. Vale a pena. O resultado será gratificante.

Trabalhar menos pode ser uma solução para o aquecimento global

Avise seu chefe: trabalhando menos você pode salvar o planeta




De acordo com o Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas de Washington, cortar 0,5% do tempo anual em que ficamos no escritório poderia diminuir de 8% a 22% os fatores que geram as mudanças climáticas. E se disséssemos que, de acordo com nossos cálculos, 0,5% de seu tempo anual de trabalho equivalem a 12 dias com uma jornada de 8 horas? Parece mais simples, não? Mas seu chefe permitiria essas férias extras? E se esses dias fossem descontados do seu salário, você toparia tirar essas folgas?
Para o economista David Rosnick, que participou da pesquisa, países em desenvolvimento devem escolher entre aumentar ainda mais sua produtividade ou aproveitar os ganhos econômicos para trabalhar menos. "É uma equação simples, se trabalhamos menos, geramos menos emissões de carbono". Lógico, é mais fácil falar do que fazer e os autores do estudo levam esse fator em consideração. "Para trabalhar menos, os trabalhadores precisariam reduzir seus padrões de vida e isso não é o ideal".
Mas, ainda segundo a pesquisa, isso pode ser resolvido caso a distribuição da renda gerada pela maior produtividade se torne mais igualitária. Novamente, encontra-se um impasse, resolvido apenas por uma mudança no sistema econômico. 

A influência da liderança familiar na formação dos líderes



Com a evolução da humanidade, os modelos que serviam como referências para a formação da personalidade mudaram e a falta de habilidades dos seres humanos para lidar com as diferenças das gerações Baby Boomers, X, Y e Z, vem afetando negativamente a humanidade. 

Entre os modelos, a liderança familiar era um deles, hoje fragilizado. Devemos nos preocupar com a liderança familiar para formar novos líderes? Afinal, ela está fragilizada e seus reflexos são visíveis nas atitudes dos seres humanos. Portanto, os pais devem refletir sobre a importância de seus exemplos nos ensinamentos, para que seus filhos somem com os externos e se tornem seres humanos melhores. Afinal, a família tem um papel importante na formação do caráter, perfil profissional e espírito empreendedor dos filhos, seja ele para atuar em uma empresa ou administrar seu próprio negócio. A família é mais do que um sistema de ensino, é a base para a escola da vida, uma fonte primordial para o desenvolvimento do ser humano até independência pessoal, profissional e financeira. Afinal, educar e formar um filho para que ele seja um bom ser humano e faça a diferença na sua vida pessoal e profissional é o sonho dos pais. Para alcançarem esta meta, a missão dos pais e dos filhos é desafiadora, pois dependem mais das atitudes dos pais, sendo exemplos, do que dos filhos, que na fase de formação querem mais é “curtir” a vida.

Como Consultora, desenvolvi centenas de treinamentos para o desenvolvimento e erformance dos profissionais, principalmente das lideranças com atitudes empreendedoras, que gerenciam suas áreas como se fossem seu próprio negócio. Ser um líder espelho, liderar pelo exemplo, independente de possuir ou não um cargo de liderança. 

Porém, quais as competências que compõem este perfil? Qual o A.C.H.E (Atitudes, Conhecimentos, Habilidades e Entusiasmo) ideal? Difícil selecionar, pois são tantas competências desenvolvidas ao longo da vida e carreira para o crescimento do ser humano, que no meu livro: VOCÊ, a Águia e a Natureza - O Despertar Experiencial do VOCÊ S.A, exploro oito, que os pais podem desenvolver com os filhos e valiosas para toda vida. 

São tantas as outras competências que os filhos precisam desenvolver ao longo da vida, que o exemplo da liderança familiar dos pais será fundamental nesta jornada. Afinal, a competitividade é ferrenha e as empresas ávidas por profissionais de alta performance, mas como agir? 

Este é o desafio do RH em identificar a base de liderança familiar que os profissionais trazem consigo e, quanto maior, mais eficazes eles serão como líderes. 

Convido os pais a refletirem sobre os ensinamentos familiares recebidos e as influências que eles têm no seu estio de liderança. Ah! e se estiver fragilizado, construa um modelo e invista hoje no A.C.H.E do seu filho, para que ele seja um líder que fará a diferença amanhã e sempre!

O sentido do trabalho em sua vida



O que significa trabalho para você? Se perguntarmos às pessoas, as respostas serão variadas, pois, para alguns, o trabalho representa castigo, para outros, apenas um meio de sobrevivência, outros veem o trabalho como um caminho de autorrealização. 

A palavra trabalho é originária do latim tripalium, que significa instrumento de tortura, usado na Roma antiga. Há mais de um milênio os gregos consideravam trabalho como qualquer atividade menor, inferior. Historicamente, em muitas culturas espalhadas pelo mundo, trabalho teve a conotação de escravidão. Hoje em dia, a ideia de castigo e sofrimento vinculadas ao trabalho está perdendo o espaço. Porém, muitas pessoas ainda acreditam que é falsa a esperança de que o trabalho possa ter algum sentido maior, ou até mesmo trazer felicidade. Elas acreditam que não haverá maiores ganhos financeiros, e que as oportunidades de crescimento raramente vão surgir. 

Dessa forma, passam o tempo todo desmotivadas no trabalho, esperando que algo aconteça para que elas comecem a melhorar. O que precisa ficar claro a todos os trabalhadores, seja qual for a atividade que executam, é que o sentido do trabalho quem dá é você mesmo. Cada um atribui um significado para aquilo que faz, e sse significado vai determinar o quanto de dedicação você vai colocar para executar as atividades. Se o significado do trabalho for grandioso, você se comprometerá verdadeiramente com sua profissão. 

O filósofo Alain de Botton, autor do livro Os prazeres e desprazeres do trabalho, diz que o trabalho, ao lado do amor, pode ser a nossa principal fonte de sentido na vida. Nós passamos a maior parte do tempo no trabalho, sobra pouco para outras atividades importantes como lazer, saúde, estar com a família, amigos, etc. Pesquisas já informam que, em algumas atividades, o brasileiro trabalha até 48 horas por semana. Então, se não encontrarmos um sentido valioso para o trabalho, passaremos pelo menos 1/3 da vida desanimados, desmotivados e desesperançosos. 

Dar sentido ao trabalho não significa ser obcecado por ele, ou seja, ser um workaholic (viciado em trabalho), que só dá atenção ao trabalho e esquece as outras áreas que compõem a vida. Quando você tem grandes motivos em sua vida, ou seja, metas pessoais, sonhos e realizações para alcançar, o trabalho pode ser um meio de conquistar o que deseja. Dessa forma, o trabalho terá um sentido muito mais amplo. 

Um trabalho sem grandes significados faz com que a rotina distancie você de seus sonhos. Então, procure visualizar seu trabalho como uma missão, como uma forma de ajudar os outros, de servir a outras pessoas, de ser útil e importante naquilo que você faz. 

Quando damos sentido ao nosso trabalho não existe preguiça ao acordar cedo e não há resistência para ficar um pouco mais no trabalho ao final do dia. Um trabalho com sentido forte faz com que aquilo que foi iniciado seja concluído. 

Pessoas que enxergam um sentido no trabalho o fazem com entusiasmo, se dedicam a fazer o melhor em cada momento. Lembre-se que o trabalho é o contexto mais apropriado para evoluirmos e crescermos como seres humanos, pois através do trabalho é possível desenvolver habilidades, contribuir com o progresso de outros, aprimorar relacionamentos e conhecer as próprias limitações. 

Portanto, não escolha fazer de seu trabalho um martírio diário. Ao invés de reclamar do que você tem, agradeça por estar trabalhando e note o quanto você pode melhorar e crescer, inclusive espiritualmente. 

Reveja os significados que você tem colocado para acordar cedo todos os dias e enxergue a importância do que você faz para si e para os outros.