sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma questão de fibra

Uma pesquisa mostra que a resiliência é a principal competência da primeira metade do século 21. Conheça os caminhos para desenvolvê-la



Conceito emprestado pela física à psicologia do trabalho, a resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. um profissional pode precisar dela tanto para encarar a pressão e a competição do mercado quanto para atravessar momentos difíceis, como crises econômicas e acidentes.

"A resiliência é um fator crítico para enfrentar os desafios desta primeira metade do século", diz Paulo Yazigi Sabbag, professor da escola de Administração de empresas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV) e idealizador da primeira escala nacional para avaliar o nível de resiliência de profissionais adultos.


Vânia Maria Salgado, 42 anos, gerente de suporte da Symantec, em São Paulo.
Além do trabalho, de ter feito um MBA na USP e um na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, Vânia se dedica ao triatlo, e em maio disputará uma prova de Ironman — 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida. A preparação inclui fazer dieta, dormir cedo e ser muito organizada.

O esporte auxilia na concentração e na calma, habilidades que ela aplica no trabalho. "O triatlo ajuda também a ficar mais equilibrada, ser mais sensata nas decisões, além de acalmar", diz Vânia. "O ritmo é cansativo, mas ganho bom humor, amizades e ainda consigo dormir melhor."


Um estudo com 3 707 alunos do curso a distância de especialização em administração da FGV, realizado pelo professor Paulo, mediu o nível de resiliência de cada um deles utilizando a escala, que relaciona nove fatores: autoeficácia, solução de problemas, temperança, empatia, proatividade, competência social, tenacidade, otimismo e flexibilidade mental. Cada um desses fatores ajuda de maneira diferente no enfrentamento de problemas e na tomada de decisões. no resultado final, 16% foram classificados com baixa resiliência, 44% foram considerados com moderada resiliência e 40% enquadraram-se em um grau elevado.

A boa notícia é que se trata de uma competência que pode ser aprendida. "muitos autores dizem que essa competência é assimilada no processo de educação familiar, mas eu acredito que pode ser desenvolvida em qualquer estágio da vida, principalmente quando a pessoa entra no mercado de trabalho", diz Paulo. Trocar de chefe, ter um projeto rejeitado e sofrer uma injustiça do colega são situações que testam os limites do profissional.

Algumas atividades artísticas também podem desenvolver aspectos da resiliência, como a competência social e a flexibilidade mental. a edP, controladora de geradoras e distribuidoras de energia elétrica em sete estados brasileiros, desenvolveu um programa que visa aumentar a experiência de vida dos funcionários. no curso, executivos e engenheiros do grupo podem escolher temas como fotografia, arquitetura e filosofia, por exemplo. a ampliação de repertório foi utilizada como estratégia para solucionar problemas de forma criativa e aproximar membros da equipe.

"O repertório cultural faz com que os gestores cresçam e mantenham a equipe caminhando e se desenvolvendo", diz elaine regina Ferreira, diretora de gestão do capital humano da edP, em São Paulo. Como a cultura, a prática de esportes ou de hobbies voltados para a ação e a aventura ajuda aqueles que precisam aprimorar a capacidade de agir em situações difíceis.

Maurício Catelli, de 44 anos, sóciodiretor da CaS tecnologia, empresa de desenvolvimento de soluções de engenharia de sistemas, automação e telemetria, pratica uma hora semanal de voos de acrobacia e três vezes por semana usa um simulador de uma cabine do modelo boeing 737.

"O hobby traz muita autoconfiança e poder de decisão", afirma Maurício. ele conta que a simulação o ajudou a desenvolver a concentração e a capacidade de planejar, o que o auxilia a tomar decisões profissionais que exigem presteza. Você não precisa ser bom em todos os aspectos da resiliência, mas certamente pode desenvolver alguns deles, de acordo com sua aptidão. além de crescimento profissional, isso trará, de maneira geral, uma vida mais equilibrada.


Edson Amaro, 34 anos, gerente de mercado internacional da Cia. Hering, em Blumenau, Santa Catarina.

Durante um período de reestruturação da Hering, Edson precisou testar seus limites.

Parte da função dele como gestor era se manter motivado e fazer com que as pessoas deixassem de ter medo e buscassem inovar na moda, em meio às transformações da empresa.

"Resiliência era uma competência difícil de obter, só comecei a desenvolvê-la quando percebi minhas dificuldades e potencialidades e adquiri uma visão maior do negócio."



Resiliência em nove passos
Conheça os nove fatores da escala da FGV para avaliar o nível de resiliência dos profissionais

1-AUTOEFICÁCIA
O QUE É
Crença na própria capacidade de organizar e executar ações requeridas para produzir resultados desejados. associada à autoconfiança, transforma-se em "combustível" para a proatividade e para a solução de problemas.

COMO ADQUIRIR
São necessários treinos específicos para perceber melhor as situações, tomar consciência de qual conceito faz de si mesmo e de qual é seu padrão habitual de atitudes. a psicoterapia pode ajudar muito nesse caso, assim como a realização de projetos de forma sistemática e planejada.

2-COMPETÊNCIA SOCIAL
O QUE É
Capacidade de ir em busca de apoio externo em momentos de estresse. engloba tanto a abertura para receber apoio quanto a busca proativa de ajuda.

COMO ADQUIRIR
Todo treinamento oferecido para desenvolver liderança, comportamento ético e melhoria de relações é válido. pode-se praticar também a "escuta empática", que convida o outro a falar e oferecer maiores detalhes, adiando julgamentos críticos; e a "escuta ativa", um processo de indagação orientada. envolver-se em projetos sociais ajuda a desenvolver a consciência moral.

3-EMPATIA
O QUE É
Habilidade promotora tanto da competência social quanto da solução de problemas. significa colocar-se no lugar do outro, compreender a pessoa a partir do quadro de referência dela.

COMO ADQUIRIR
A leitura, sobretudo de livros de literatura e biografias, ajuda a pessoa a se imaginar no lugar do outro. nos filmes, observe a psicologia de personagens, a trama e o contexto. trabalhos sociais voluntários também desenvolvem esse aspecto.

4-FLEXIBILIDADE
O QUE É
Está relacionada à maior tolerância à ambiguidade e à maior criatividade. o pessimismo faz com que o indivíduo de baixa resiliência insista teimosamente em atitudes pouco efetivas. Já o resiliente, em oposição, é flexível. pensa em opções, age e, se a ação não é efetiva, escolhe outra opção e persiste.

COMO ADQUIRIR
Pense de imediato em aulas de ioga ou dança de salão, por exemplo. "a flexibilidade do corpo se associa à da mente", diz paulo Sabbag, da FGv. no longo prazo, vá atrás de treinamentos de desenvolvimento de criatividade, que desbloqueiam e permitem "pensar fora da caixa".

5-TENACIDADE
O QUE É
Trata-se da persistência e da capacidade de aguentar situações incômodas ou adversas.

COMO ADQUIRIR
Indivíduos com baixa tenacidade desistem facilmente. a prática esportiva ajuda, pois aprimora a disciplina e expõe os limites do corpo. É o indivíduo que regularmente faz uma hora de esteira porque sabe que é importante, e não porque gosta.


6-SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
O QUE É
Característica dos agentes de mudança, indivíduos preparados para diagnosticar problemas, planejar soluções e agir, sem perder o controle das emoções. atitude que mobiliza para a ação.

COMO ADQUIRIR
Um bom conselho, para começar, é entreter-se com jogos de estratégia, aqueles que fazem pensar em soluções, como o xadrez. mas, para desenvolver plenamente esse fator, a melhor solução é mesmo a dedicação para colocar projetos de pé — pessoais ou profissionais.

7-PRODUTIVIDADE
O QUE É
Está associada a desafios, a conviver com incertezas e ambiguidades. refere-se à propensão a agir e à busca de soluções novas. reativos tendem a esperar pelos impactos de adversidades; proativos tomam iniciativas.

COMO ADQUIRIR
Uma solução é procurar um serviço de coaching. a orientação de profissionais mais experientes pode ensinar como ser ágil e dar respostas certas.

8-TEMPERANÇA
O QUE É
Está associada ao controle da impulsividade e da raiva. Significa maior capacidade de regular emoções, mantendo a serenidade em situações difíceis.

COMO ADQUIRIR
Medidas paliativas, como ouvir uma música, se afastar um pouco e jogar água no rosto, são válidas. no longo prazo, meditação, condicionamento físico e psicoterapia para resolver problemas de autoestima.

9-OTIMISTMO
O QUE É
Na escala de resiliência, o otimismo é uma competência resultante da união de três outras: a competência social, a proatividade e a autoeficácia.

COMO ADQUIRIR
Todas as atividades recomendadas para competência social, proatividade e autoeficácia são úteis nesse caso. de resto, é ter uma atitude positiva diante da vida.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

7 características de profissionais indispensáveis

De acordo com especialistas, entregar resultados é essencial, mas não é tudo; veja o que também importa para ter uma carreira de sucesso

Profissionais com um currículo de tirar o fôlego e com um histórico bom de entrega de resultados, como era de se esperar, sempre ficam na mira das empresas. Mas, de acordo com especialistas, para se tornar um profissional indispensável (daqueles que todo chefe adoraria ter na sua equipe ou colegas, na baia ao lado) é preciso mais. Confira o quê:
1- São proativos
“Esses profissionais, geralmente, se colocam em situações sem que sejam mandados”, afirma o psicanalista Luiz Fernando Garcia, autor do livro “Inconsciente na sua vida profissional” (Editora Gente). Ou em outros termos, ser proativo.
Agora, atenção, ser proativo não é sinônimo de ser workaholic. Profissionais indispensáveis, geralmente, têm uma percepção aguçada sobre o que precisa ser feito.
“Essas pessoas são comprometidas com o trabalho. Não no sentido de ser reativa. Elas fazem o que precisa ser feito, vão além e trazem outros com ela”, diz o antropólogo Luiz Marins, autor do livro “Tudo o que é fácil já foi feito” (Editora Saraiva).
2- Assumem riscos
Nessa toada, profissionais indispensáveis não se restringem à zona de conforto. Antes, volta e meia, ultrapassam os limites daquilo que lhes é confortável e assumem riscos.
Mas não é preciso estar na mesa de operações ou em posições estratégicas para vivenciar riscos. Basta se abrir para o novo e ultrapassar as próprios limites de si, rotineiramente.
3- Enxergam soluções
Independente do cargo que estão, profissionais indispensáveis são capazes de ligar os pontos, solucionar problemas e trazer novas propostas para a companhia. Geralmente, são pessoas criativas, que estão um passo à frente da maior parte da população. “Em média, bons gerentes, tem uma visão de até 3 anos, bons diretores, de até 10 anos. Agora, quem tem uma personalidade empreendedora, tem uma visão de longo prazo de 30 anos”, diz Garcia.
4- São “gente boa”
“Saímos da era da intrapessoalidade para uma época de interpessoalidade”, afirma Garcia. “As organizações estão atrás de pessoas que saibam pensar em conjunto”.
Isso significa que, dentro de qualquer companhia, ganha pontos quem não se enclausura dentro do próprio sucesso, mas que pensa no todo. Aquele que veste a camisa e valoriza, de fato, todas as pessoas.
Em termos práticos, segundo Garcia, as pessoas indispensáveis sabem dar feedback, transmitir conhecimentos e valorizar todos com quem trabalha.
Se não estão em cargos de liderança, geralmente, são capazes de gerar vínculos e contribuem para um ambiente corporativo amigável.
5- Levam outras pessoas junto
Essa capacidade de gerar vínculos, geralmente, é fundamental para que estes profissionais também sejam capazes de influenciar outros, sem manipulá-los. “Uma coisa são os engajados, outra, os ativamente engajados. Os últimos, além de proativos, engajam outras pessoas também”, explica Marins.
“Por exemplo, em todo processo de fusão são necessárias pessoas que tenham habilidade para gerar vínculos. Quem tem este potencial acaba se tornando um agente catalisador de mudanças”, diz Garcia.
6- Entregam resultados de qualidade
Resultados sempre falam mais alto. Mas, no contexto corporativo atual, o que leva a eles também conta. E muito. Se o profissional bate todas as metas, mas sob as penas de burlar leis, afugentar outros bons profissionais e cometer desvios éticos, provavelmente, não durará muito tempo. Porque, no longo prazo, o custo benefício deste tipo de combinação pode acabar no prejuízo.
7- Têm olhos que brilham
“Tem gente que não brilha por nada. Tem aquelas que os olhos só brilham quando se fala de salário ou férias”, diz Marins. “Agora, tem gente que brilha quando recebe um desafio novo, quando tem algo a aprender. São essas pessoas que eu contrato”.
Mas o que está por trás de olhos brilhantes diante de novos desafios profissionais? Paixão pelo que faz e ponto. A base de todos os outros atributos das pessoas insubstituíveis está em, realmente, gostar do trabalho que se exerce. Sem isso, fica difícil tomar iniciativa, assumir riscos, influenciar pessoas e contribuir para um ambiente motivador no trabalho.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

4 filmes para rever no tempo livre e repensar sua carreira

Especialista indica filmes que podem ajudar a fazer um balanço da carreira



Uma pausa para a sua carreira
A metade do ano já se foi. Mas como anda a sua carreira, de fato? Você tem conseguido colocar em prática todos os planos de ação que determinou em 31 de dezembro do ano passado? Como você tem se comportado no trabalho? Você está no caminho de seus objetivos de longo prazo?
Para ajudar neste tipo de reflexão, EXAME.com pediu para o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki listar quatro filmes que podem inspirar você durante esse processo de avaliação de rumos.
Provavelmente, você já deve ter assistido a cada um deles. Mesmo assim, reserve um tempo para vê-los tendo em perspectiva a sua própria carreira.

Duelo de Titãs

O técnico de futebol americano Herman Boone assume um time universitário dividido pelo racismo. A trama gira em torno do preconceito que os técnicos do clube e os jogadores tinham contra Boone e a firmeza dele ao encarar isso.
Lição: “As pessoas podem até não gostar de você, mas elas não podem contestar resultados”, diz o consultor. “Ninguém é melhor ou pior que ninguém. Cada um é único. Quando você assume essa postura, sempre faz coisas maravilhosas”.
Duelo de Titãs
Direção: Boaz Yakin
Duração: 113 minutos
Gênero: Drama
Elenco: Denzel Washington, Will Patton, Wood Harris mais

Jerry Maguire – A grande Virada

Na trama, Tom Cruise (o atual ator mais bem pago de Hollywood) encarna Jerry Maguire, um agente esportivo bem-sucedido que vive uma reviravolta na própria carreira. Demitido e com apenas um cliente, ele repensa as atitudes profissionais que tomava até aquele momento.
“Ele começa a perceber que, para fazer um caminho de retorno ao sucesso, seria preciso resgatar os valores humanos, o interesse genuíno pelo cliente”, conta Shinyashiki.
Lição: Nem sempre o que você está fazendo hoje irá garantir sua permanência no topo. Avalie quais os comportamentos que você tem tomado em nome da sua carreira mas que batem de frente com seus valores mais íntimos.
Jerry Maguire – A grande Virada 
Direção: Cameron Crowe
Duração: 139 minutos
Gênero: Comédia dramática
Elenco: Tom Cruise, Cuba Gooding Jr., Renée Zellweger mais

Sete anos no Tibet

O filme narra a saga verídica do alpinista austríaco Heinrich Harrer ao tentar escalar o Nanga Parbat, um dos picos mais altos do mundo. Após se tornar prisioneiro de guerra e fugir da prisão, ele vai parar no Tibet, onde se torna confidente de Dalai Lama.
“No começo do filme, o protagonista é extremamente insensível, frio e distante. Mas, nesta jornada, ele vai descobrindo o sentido de trabalhar junto com alguém, o sentido da amizade, de ajudar o outro”, diz o especialista. “Ele faz um resgate dele enquanto ser humano”
Lição: “As pessoas ficam tão obcecadas por objetivos que se distanciam das coisas importantes da vida”, diz Shinyashiki. Avalie o que você tem colocado em segundo plano em nome do sucesso a qualquer custo.
Sete anos no Tibet
Direção: Jean-Jacques Annaud
Duração: 136 minutos
Gênero: Aventura
Elenco: Brad Pitt, David Thewlis, B.D. Wong

A escola da vida

Apesar de ser um típico “água com açúcar”, como Shinyashiki classifica, o filme traz lições preciosas para a carreira. Mostra como um professor, o mister D. revolucionou uma escola e os conflitos que essas mudanças gerou na organização.
Lição:“Muitas vezes o líder diz ‘me siga’, mas em um momento o Mister D. afirma ‘me leve com vocês”, conta o consultor. Essa frase expressa bem o conceito central do filme: “Muitas vezes, nós criamos adversidades para que as pessoas possam apresentar o que elas têm de melhor”. Investigue se você está assumindo este tipo de postura. Se sim, o que te motiva a fazer isso?
Escola da Vida 
Direção: William Dear
Duração: 113 minutos
Gênero: Drama
Elenco: David Paymer, Ryan Reynolds e John Astin

Conheça 7 profissões do futuro


Com salários de R$ 7 mil a R$ 45 mil, estudo indica que as atividades nasceram para suprir as necessidades de um mercado em constante transformação

Michael Connors
Reuniao de negocios
Pesquisa foi feita nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Brasil
Uma pesquisa realizada pela consultoria Michael Page destacou os cargos de Gerente de Marketing Online, Gerente de Treinamento do Varejo, Gerente de Identidade Visual e Gerente de Comunidade como as profissões do futuro no mercado de trabalho.
Com salários de R$ 7 mil a R$ 45 mil o estudo foi feito nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Brasil e indica que as atividades nasceram para suprir as necessidades de um mercado em constante transformação. Além das quatro gerências, também estão na lista da Michael Page as carreiras de Gestor de Reestruturação, Gerente de Projetos e Gerente de Relações Governamentais.
Conheça as descrições dos cargos:
1. Gerente de Marketing Online
O que faz: elabora a estratégia de Marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a plataforma que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais desse ramo já contam com experiência de até 10 anos no currículo. No Brasil, o Marketing online só agora começa a se expandir — daí a carência de profissionais experientes nessa área.

Formação: Publicidade, Propaganda e Marketing.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 8 mil a R$ 15 mil.
2. Gerente de Treinamento do Varejo
O que faz: treina os funcionários de cada ponto de venda da empresa. Antes, o costume era que a empresa adotasse um treinamento padrão para todos os funcionários que lidam com o público. Hoje, considera-se mais produtivo contar com profissionais que elaboram programas específicos conforme as características dos consumidores locais.

Formação: Administração de Empresas, Recursos Humanos e Psicologia.

Quem contrata: empresas do setor de varejo

Salário médio: R$ 8 mil a R$ 12 mil
3. Gerente de Identidade Visual
O que faz: em redes varejistas, é encarregado de talhar cada ponto de venda ao perfil do público que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a freguesia e as ações promocionais mais proveitosas. Deve, enfim, cunhar uma identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela.

Formação: Publicidade e Propaganda, Marketing e Administração, com experiência em varejo.

Quem contrata: empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo.

Salário médio: R$ 8 mil a R$ 12 mil
4. Gerente de Comunidade
O que faz: atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns on-line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook se transformem em virais negativos na internet.

Formação: Marketing e Publicidade e Propaganda.

Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.

Salário médio: R$ 7 mil a R$ 10 mil
5. Gestor de reestruturação
O que faz: nos bancos, gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação financeira da empresa nos eixos.

Formação: Gestão e Administração de Empresas, Economia e Engenharia, com Pós-graduação em Finanças e experiência comprovada em áreas de risco de crédito.

Quem contrata: instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado.

Salário médio: R$ 14 mil a R$ 24 mil
6. Gerente de projetos
O que faz: joga no meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes não se entendem — “tecniquês” e “juridiquês”, por exemplo, são dois idiomas distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica.

Formação: Engenharia e Informática.

Quem contrata: médias e grandes empresas de todos os segmentos.

Salário médio: R$ 12 mil a R$ 20 mil
7. Gerente de relações governamentais
O que faz: é o interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras, como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles oferecidos por essas novas profissões.

Formação: Comunicação, Direito, Administração de Empresas, Relações Internacionais ou Ciências Sociais, de acordo com a área de atuação da companhia.

Quem contrata: empresas de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores.
Salário médio: R$ 12 mil a R$ 45 mil



sábado, 18 de agosto de 2012

7 motivos por que você ainda não é chefe


Empacado na carreira? Veja o que pode estar impedindo você de alcançar um posto de liderança (caso isso esteja em seus planos profissionais)


Executivo sentado
Parado na carreira: Não assumir riscos é um dos motivos para não chegar a um cargo de liderança

Os anos passam, resultados são entregues, muitos sobem e você ainda não chegou ao cargo de chefia. Se você não mira uma carreira em Y (aquela dedicada para quem tem um perfil mais técnico), provavelmente, se questiona sobre os motivos para não progredir para um cargo executivo. 
O erro pode, sim, estar na empresa. Mas, em alguns casos, a culpa também é do profissional que, segundo especialistas, não sabe se posicionar. Confira os erros mais comuns que impedem que você alcance um cargo de chefia.
1 Você vive numa clausura profissional
Um dos principais erros de quem mira um cargo de chefia – mas nunca conseguiu chegar perto deste estágio na hierarquia – é se isolar do resto do mundo corporativo. Estes profissionais até podem executar suas responsabilidade com maestria, mas pecam por não ter uma visão global do negócio em que estão inseridos.
A consequência desta postura é uma “visão míope, fragmentada com relação ao próprio trabalho”, como classifica Fátima Motta, sócia da F&M Consultores. E, portanto, um olhar incoerente com a missão de um bom líder.
Dica Passo número 1 para ampliar seu olhar sobre o próprio trabalho? Saia da sua baia de vez em quando para ver como outras áreas atuam. Leia notícias sobre o setor em que está inserido, fique de olho em como a concorrência atua e como seu trabalho está relacionado com outras áreas dentro da empresas.
Esta visão do todo é essencial para dar um significado para além do seu departamento para cada mínima atividade que você exerce. Com essa concepção do todo em mãos, você estará pronto para propor soluções possíveis para seu próprio departamento, além de desempenhar seu trabalho com excelência.
“Existem profissionais que andam muito bem pelas estruturas da empresa, se dão bem em outras áreas. Essa habilidade de relacionamento é um cartão de visitas e tanto”, diz Dill Casella, autor do livro “Atitude e Altitude” (Editora Vozes).
2 Você não vai além o suficiente
Regra de ouro para ser promovido? Vá além, sempre. Apostar na ideia de “faço apenas o que mandam ou o que está na descrição do meu cargo” não é a fórmula ideal para chegar ao cargo de chefia.
“Quem é visto para cargos de liderança extrapola o seu cargo. Não é fazer mais do mesmo, é gerar resultados para além do esperado”, diz Fátima. “É ser aquela pessoa que não espera que os outros a cutuquem para fazer mais. É ser uma pessoa que oferece seu melhor sempre, que não fica com uma visão mecanicista e pequena”.
Dica A dica não é trabalhar mais e virar um workaholic. Ao contrário. Quanto mais focado em seus objetivos (e no que a empresa quer) você estiver, mais chances terá de surpreender – sem ter que sacrificar sua vida por isso.
Você não tem equilíbrio emocional
“As pessoas se desenvolvem muito no aspecto técnico e não tanto no comportamental. Às vezes, são brilhantes analistas, mas se esquecem da importância do aspecto comportamental”, afirma Fátima Motta, sócia da F&M Consultores.
Ataques de raiva, desestabilização emocional, não saber separar problemas pessoais da rotina profissional, entre outros sinais de que seus sentimentos e emoções não estão em ordem acabam trabalhando contra sua trajetória profissional.
Dica Além de dar o seu melhor no trabalho, invista também em atividades que garantam a sua sanidade mental. Fazer atividades artísticas, esportes ou ter um hobby é essencial para conseguir ter as emoções em ordem.
Você não inspira (nem se relaciona)
Nesta toada, a maneira como você lida com as pessoas ao seu redor também conta pontos para a sua ascensão ao topo da corporação. “Não é ser legal com todo mundo. É muito mais. É ser uma pessoa que transforma seus relacionamentos em algo produtivos. Que influencia os outros e é influenciada”, diz Fátima.
Dica Seja uma pessoa aberta e carismática. Realmente, se importe com os outros. Mas não só isso. Seja uma autoridade nos assuntos relacionados ao seu trabalho. “A questão é ser uma pessoa convincente não só porque sabe se comunicar bem, mas porque tem uma visão ampla do negócio”, diz Fátima.
Para explicar isso, Casella afirma que autoridade é diferente de poder. “É a maneira de levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você quer por causa de uma influência pessoal”, diz. “Existem lideranças que não estão em cargos de chefia, mas que sabem influenciar”, afirma Casella. E é isso que deve estar na sua mira.
Você não deixa claro que joga no mesmo time
Da hora que você chega na empresa até a hora que você sai, a meta é reclamar de tudo. A atitude diante de novos desafios não é diferente: sempre uma cara feia para tudo que pode demandar um pouco mais de esforço. Com uma postura deste tipo, como você quer subir na empresa?
Dica A dica, segundo Fátima, é mostrar que você está jogando no mesmo time. “Deixe claro que seus valores são similares aos da companhia e que você está comprometido”, diz a especialista.
“Nem sempre o líder precisa ter habilidades técnicas relevantes. Mas, com certeza, precisa ter habilidades conceituais, de gestão e aderência com os valores da empresa”, afirma Casella.
Você não se vende
Agora, não adianta fazer tudo isso se, no dia-a-dia, você não mostra o que você está fazendo. Sem deixar claro quais são as suas habilidades e conquistas, como você será visto?
Dica “A galinha sempre que bota o ovo, cacareja. Não estou falando para cacarejar sem botar ovo”, brinca a especialista. “Se produziu, faça marketing disso. Não é uma visão de autopromoção boba, mas sim mostrar quem você é”.
Você não assume riscos
Você pode até ter todas as características essenciais para ser um bom líder, mas se morre de medo de se arriscar. E isso vale desde sugerir uma ideia durante uma reunião até apostar em ideias mais ousadas.
Dica “As regras existem ,você tem que seguir. Mas pode quebrá-las de vez em quando. Não é porque a regra dita para ir para a esquerda que você não pode tentar a direita”, afirma Dill. Evidentemente, desde que isso não esteja totalmente em desacordo com os valores da empresa.  “Criar uma postura empreendedora é importante”, aconselha o especialista.