quarta-feira, 13 de maio de 2015

Lide Com Os Falsos No Trabalho

Conviver com pessoas “duas caras”, realmente, é um grande embate no dia a dia. Mas para sair-se bem destas ciladas, foque no seu trabalho.
O sucesso profissional não se limita apenas em ter bons cargos e dinheiro, mas sim sermos reconhecidos e lembrados pelos exemplos que deixamos. Não se esqueça, estas pessoas são sempre lembradas pelo mal estar causado, pelas intrigas feitas e não pelo bom profissional ou trabalho desenvolvido. Desenvolva sempre seu trabalho da melhor maneira possível e evite intrigas.
No mundo competitivo é comum vermos pessoas que não medem esforços para conquistar o que desejam, mesmo que isso cause prejuízos aos próprios colegas de trabalho. Quem não conhece aquela pessoa que se mostra simpática demais, sorridente demais, solicita demais, gentil demais, descobre um dia que, pelas costas, ela fala mal do seu trabalho e te “queima” com o chefe.
Veja as dicas de como lidar com pessoas falsas no ambiente de trabalho:
1) Tenha consciência de que você não tem o poder de mudar o comportamento nem as atitudes de outras pessoas, mas pode mudar a forma como você reage a elas.
2) Neutralize a situação e proteja-se transmitindo à pessoa apenas as informações essenciais de trabalho. Seja breve, direto na conversa e evite falar sobre assuntos pessoais ou fazer comentários que possam ser usados contra você.
3) Se houver algum mal entendido ou fofoca, chame a pessoa para conversar a sós, num local e momento apropriado para esclarecer o ocorrido.
4) Evite demonstrar irritabilidade dando indiretas, ou fazendo comentários sobre a sua raiva de ter que conviver com pessoas assim. Comportamentos como esses apenas te desmoralizam, dando a impressão de que é “descontrolado”.
5) Não pague na mesma moeda. Lembre-se de que o “falso” é o outro e não você. Tentar ser falso também dispensa muita energia que poderia ser empregada no seu trabalho.
6) Foque no resultado do seu trabalho e faça o melhor possível. Você deixa a sua marca no mundo através do resultado do seu trabalho e, contra fatos, não há argumentos.
Apesar de difíceis de lidar, as pessoas “falsas” nos ensinam que não vale a pena abrirmos mão da nossa verdade, dos nossos valores morais e éticos. Elas também nos mostram que não vale a pena crescer profissionalmente deixando um rastro de destruição por onde passamos.

A morte do ‘curriculum vitae’



Este artigo foi escrito para quem está desempregado neste exato momento. Para quem sofre de frustração e impotência ao verificar que não encontra um emprego. Para quem há algum tempo sente que enviar currículos se transformou em uma perda de tempo. E, definitivamente, para quem deixou de ter medo de se reinventar profissionalmente porque já não tem nada a perder. Para todos vocês, descrevemos a seguir um percurso de nove etapas. Cada uma delas representa um caminho que o leitor deverá percorrer por conta própria. Boa viagem.

1. Tome as rédeas de sua vida profissional. A crise explicitou a necessidade de transformação do modelo produtivo que rege nosso sistema econômico. Coube a nós viver o fim da era industrial e o início da era do conhecimento. As regras do jogo profissional mudaram e continuarão mudando, cada vez mais depressa. As instituições estabelecidas já não têm a capacidade de garantir segurança econômica para os cidadãos. Os contratos de trabalho por tempo indeterminado estão diminuindo. E para muitos chegou a hora de encarregar-se pessoalmente do trabalho. E de realizar uma função profissional útil, criativa e que faça sentido, que de preferência não possa ser automatizada e digitalizada pelas novas tecnologias, tampouco ser terceirizada para um país em desenvolvimento.
2. Cultive a inteligência emocional. Estar desempregado é uma situação profissional muito complicada de lidar. No entanto, para conseguir iniciar um processo de mudança, é importante não nos deixar levar pela reclamação, pela vitimização ou pela culpa, pois com isso só conseguiremos consumir a energia vital de que necessitamos para buscar novas soluções e alternativas. É fundamental investir tempo em nos conhecer em profundidade, aprendendo a cuidar da nossa autoestima e a cultivar a confiança em nós mesmos. Na medida em que desenvolvemos nossas fortalezas internas, começamos a enfrentar a adversidade de forma mais responsável, otimista e eficiente. E, à base de treinamento, verificamos que nosso grau de satisfação não tem tanto a ver com nossas circunstâncias, mas com a atitude que tomamos diante delas.
3. Treine a inteligência financeira. Em geral, as crenças sobre o dinheiro passam de geração em geração por inércia, sem nos darmos conta. Do mesmo modo que não escolhemos nosso time de futebol, nossa visão profissional e financeira do mundo foi pré-fabricada; é item de série. Não nos ensinaram a resolver nossos próprios problemas econômicos sozinhos. Cultivar nossa inteligência financeira nos capacita a fazer orçamentos, dando-nos a oportunidade de gerar excedentes para economizar, investir e não depender de empréstimos ou dívidas. Também nos mostra como ganhar mais e gastar menos, emancipando-nos das instituições estabelecidas.
4. Descubra seu propósito profissional. Em vez de fazer o que se diz que temos de fazer (buscar saídas profissionais), é hora de encontrar nosso verdadeiro propósito. E para isso é essencial escolher um caminho profissional que faça sentido para nós. Para além dos motivos típicos que nos movem a trabalhar (dinheiro, poder, segurança, comodidade ou reconhecimento), temos de nos conectar com uma motivação intrínseca que nos permita conceber nossa profissão de forma mais vocacional. Para isso, temos de redefinir nosso conceito de sucesso, assim como os valores que queremos que guiem nossas decisões e ações. O que faríamos profissionalmente se não tivéssemos de ganhar dinheiro? A que nos dedicaríamos se soubéssemos que tudo vai dar certo? O que faríamos se não tivéssemos medo? Saber a resposta dessas perguntas não tem preço.

Renovação

ILUSTRACIÓN DE JOÃO FAZENDA
1. LIVRO
O elemento-chave, de Ken Robinson. Ediouro.
Um ensaio que questiona o sistema educacional industrial contemporâneo.
2. FILME
Em busca da felicidade, de Gabriele Muccino
A odisseia de um pai com um filho de cinco anos que luta para tornar realidade o sonho de prosperar profissionalmente.
3. MÚSICA
Hopeless emptyness, de Thomas Newman
Da trilha sonora do filme Foi apenas um sonho, de Sam Mendes, na qual Leonardo DiCaprio interpreta um homem que não acredita em seu trabalho, mas cujo medo o impede de iniciar um processo de reinvenção profissional.
5. Decida seu papel profissional. Cerca de 85% dos profissionais espanhóis trabalham como “funcionários”, vendendo seu tempo em troca de um salário no fim do mês, e fazendo parte de um sistema produtivo que enriquece outras pessoas. Mas além desse papel profissional existe o de “empreendedor”. Ou seja, aquele que trabalha para si mesmo como autônomo ou freelancer, ou que monta um projeto e contrata outras pessoas. Cada um conta com uma série de vantagens e desvantagens, exige um tipo de mentalidade específico e é acompanhado de um determinado estilo de vida. É por isso que passar de funcionário a empreendedor implica em uma mudança profunda na forma de se relacionar com o mercado de trabalho. E como a segurança profissional está na berlinda, é uma questão de escolher entre a incerteza do funcionário e a incerteza do empreendedor.
6. Faça algo que o apaixone e que potencialize seu talento.Apesar de termos sempre ouvido que “não podemos ganhar o pão fazendo o que gostamos”, na hora de se reinventar é fundamental nos dedicarmos a uma profissão que nos motive e interesse de verdade. Só assim encontraremos a força e a dedicação para dar o melhor de nós, potencializando nossas virtudes e habilidades. Todos temos algum tipo de talento a descobrir e desenvolver. Em essência, o talento é a forma pela qual expressamos nosso valor. Isso sim, os dons que são necessários para realizar as novas funções profissionais não têm nada a ver com a educação industrial ou as aptidões acadêmicas convencionais. Em vez disso, surgem quando nos comprometemos com nosso processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Quando mais nos conhecemos, mais nos valorizamos por sermos quem somos. E quanto mais nos valorizamos, mais sabemos para que servimos e como podemos ser úteis para a sociedade.
7. Encontre um problema social que o motive a resolver. As pessoas estão dispostas a pagar por produtos e serviços que atendam às suas necessidades e satisfaçam suas aspirações. O desafio está em saber que problemas podemos resolver fazendo o que gostamos usando nossos talentos. Também é importante criar “propostas de valor” que melhorem a qualidade de vida de outras pessoas. Ao mesmo tempo, é fundamental conhecer as últimas aplicações e ferramentas digitais que podemos empregar na Internet, concebendo assim novas formas de agregar valor ao mercado profissional.
Não permita que ninguém jamais diga quanto você vale. Você é o único capaz de saber seu próprio valor
Muhammad Ali
8. Invista em formações específicas. Nesse ponto do caminho pode ser decisivo assistir a seminários que nos ensinem a “saber como” e a “ter com que” expressar nosso talento. Nesse sentido, a universidade convencional parece estar deixando de ser a única opção. Quanto do que estudamos nos foi realmente útil para desempenhar nosso trabalho atual? A nova formação será cada vez mais focada em oferecer cursos práticos que nos ensinem a desenvolver habilidades que nos permitam resolver problemas concretos. O investimento mais importante tem de ser feito em nós mesmos. Nossa inteligência, nossa criatividade e nosso talento são nossa principal fonte de riqueza.
9. Desenvolva sua marca pessoal. O marketing está se democratizando e se personalizando. E cada vez mais será protagonizado pela “marca pessoal”. Uma vez que temos claro o que oferecemos, o desafio é descobrir como oferecer. Ou seja, a maneira como nos comunicamos e conectamos com as pessoas a quem nossos serviços podem servir. É primordial montar uma página na web explicando os benefícios e soluções que oferecemos, utilizando as redes sociais para nos apresentar a nossos potenciais clientes. Por meio de nossa marca pessoal conseguimos que nossa profissão seja um reflexo da pessoa que somos, aprendendo a ganhar dinheiro como resultado de criar riqueza para a sociedade.

7 Sinais De Que Seu Chefe Não É Um Bom Líder

Chefe; Assédio; Stress; Irritado; Irritação; Pressão; Carreira; Cobrança; Chato;  (Foto: ThinkStock )

Que atire a primeira pedra quem nunca reclamou do chefe. As queixas podem ser motivadas por um episódio específico, problemas pessoais, incompatibilidade de visão ou simplesmente sair “da boca para fora”. Muitas vezes, porém, a culpa é justamente da incapacidade do chefe de ser um bom líder. Como disse, Henry Ford uma vez, "questionar quem deve ser o patrão é como discutir quem deve ser o saxofonista num quarteto: evidentemente, quem o sabe tocar". 

Aproveitando a metáfora, está cheio de gente por aí que quer tocar sem saber as notas, como revelou a última pesquisa da norte-americana Interaction Associates, Building Workplace Trust 2014/2015, que mede o nível de confiabilidade das empresas. Para 58% das mais de 500 pessoas ouvidas, a empresa onde trabalham carece de líderes efetivos. Menos da metade diz confiar em seus chefes. As justificativas são variadas: impaciência, ausência, falta de feedback. “Os chefes são grandes culpados pela alta rotatividade nas empresas. Exercer papel de gestor requer uma série de habilidades que muitas vezes quem ocupa os cargos mais altos simplesmente não têm”, explica Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, especializado em recrutamento. 

Por isso, da próxima vez que você se pegar xingando mentalmente o próprio chefe, reflita se isso está acontecendo por causa de alguma das características abaixo:

Falha na comunicação
Quem tem dificuldade para falar ou ouvir pode impactar na maneira como a equipe percebe o próprio papel dentro da empresa. Um bom gestor é aquele que domina a arte de escolher as palavras e de usá-las em momentos oportunos. Além de ser fundamental para esclarecer metas e dividir angústias, a comunicação de duas vias é importante para que o gestor escute as mensagens que estão sendo passadas pelo time. Outra coisa essencial é lutar contra o modelo mental, como esclarece Eline: “Em vez de dizer que aquilo é um grande problema, é preciso explicar a exata dimensão. Palavras como ‘grande’, ‘pequeno’, ‘perto’, ‘longe’, ‘bonito’ e ‘feio’ são modelos mentais e nem todos os funcionários concordam sobre isso”.



Não sabe fazer críticas
O feedback é uma poderosa ferramenta de desenvolvimento e motivação pessoal, tanto para o funcionário quanto para o próprio chefe. Por isso, é comum que as empresas de hoje apliquem modelos de avaliação 360º, na qual o gestor avalia enquanto é avaliado. Porém, o feedback não deve ser feito de qualquer maneira. “As críticas precisam ser construtivas e não destrutivas”, afirma a presidente do grupo Foco. Ou seja, feedback feito em particular, e não no meio de todo mundo, que possibilite ao outro um pensamento posterior e que seja feito da forma mais imediata possível. O ideal é que a crítica venha através de exemplos concretos para melhor assimilação. 


É muito centralizador
Por medo de perder o controle ou eventualmente até de perder a posição, é muito comum os chefes centralizarem todos os processos ou não fornecerem as informações necessárias, o que pode gerar um ambiente de insegurança. Além de o conhecimento ficar retido, a dependência de uma pessoa só é muito ruim para a empresa como um todo. “Um bom gestor precisa saber delegar. É aquele que apresenta o planejamento e divide as responsabilidades para que todos se sintam parte dos resultados”, ensina o presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), José Roberto Marques.  Como funcionário, você pode combater isso no dia a dia, procurando brechas para a troca de ideias e puxando para si algumas responsabilidades.

Não estimula o desenvolvimento
Cada funcionário tem um leque de competências e habilidades diferentes. O líder é aquele que olha para estas diferenças e aproveita para usá-las em favor da equipe, além de utilizar ferramentas para desenvolver cada perfil.  Oferecer desafios, incentivar cursos, exigir novas responsabilidades são maneiras de estimular o crescimento. Por outro lado, se ele está sempre minando novas ideias, em vez de instigar a criatividade e a inovação, os funcionários podem caminhar rumo à estagnação. 



Faz o perfil ausente
Deixar o barco furado na mão dos funcionários é mais comum do que deveria ser. Muitas vezes, isso acontece porque o chefe não se envolve muito com o dia a dia da equipe. “Um bom gestor precisa estar ciente da atividade desenvolvida por cada um dos colaboradores”, afirma Marques.



É pessimista
Adversidades surgem sempre. Às vezes, as coisas simplesmente não acontecem como a gente planejou. Os projetos afundam, o dinheiro pode acabar. O gestor precisa estar preparado para lidar com este tipo de coisa sem perder o controle da situação e, principalmente, sem acabar com o otimismo da equipe. É difícil, mas enxergar as lições deixadas por cada dificuldade faz com que os colaboradores sintam-se mais seguros, confiantes e motivados a aprender a seguir adiante sem repetir os mesmos erros.

Não demonstra respeito pelos subordinados
Uma pesquisa de janeiro publicada no periódico Human Resource Development mostrou que 36% dos trabalhadores dos Estados Unidos afirmam ter um chefe com abordagem desrespeitosa. Quando o gestor perde a calma, expõe o funcionário ou desvaloriza o trabalho de alguém, a tendência é que a autoconfiança do funcionário diminua e a produtividade abaixe consideravelmente. Isso sem contar o aumento de estresse.

Ficar só reclamando da sua cadeira e para os seus colegas ou familiares não vai ajudar o seu chefe a melhorar a capacidade de gestão. Uma vez reconhecidos alguns dos problemas listados acima, aqui vão algumas atitudes práticas que você pode tomar:

Melhore sua aproximação
Antes de reclamar que seu chefe é uma pessoa que não se abre para o diálogo, tente identificar de que maneira você se aproxima dele. Você é uma pessoa disponível para ajudar? Desafia a autoridade dele? Mantém distância? Prefere passar despercebido? Ouve tudo sem reclamar? Contesta? Uma vez identificado, você pode se perguntar de que maneira suas attitudes impactam na sua relação com o gestor.

Além dos pontos fracos, reconheça os pontos fortes
O balanço das características boas e ruins do chefe ajuda a enxergar de que maneira você pode oferecer ajuda. Por exemplo, se o seu chefe não gosta de criar agenda com os compromissos e você é bom com detalhes, ofereça criar uma agenda para a próxima reunião.

Passe mais tempo com ele
Aproveite os momentos de maior informalidade, como a hora do almoço ou o happy hour, para tentar conhecê-lo melhor e, assim, construir uma abertura para o diálogo sobre suas angústias. Um estudo da companhia Leadership IQ, também dos Estados Unidos, mostrou que gastar mais de seis horas por dia com o chefe pode aumentar a inspiração e o engajamento em até 30%. Pense nisso.

As Profissões Mais Propensas Ao Suicídio

polícia; policial; Estados Unidos (Foto: Getty Images)


O suicídio é a causa de mais de um milhão de mortes ao redor do mundo por ano e, geralmente, está atrelado a causas multifatoriais. Porém, pesquisadores norte-americanos descobriram que o local de trabalho pode ter mais influencia na decisão de tirar a própria vida do que se imaginava. De acordo com um levantamento publicado no American Journal of Preventive Medicine, dos Estados Unidos, agentes da lei (como policiais), agricultores, médicos e soldados são as profissões que mais estão relacionadas ao suicídio. 

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou as características de americanos que tiraram a própria vida entre 2003 e 2010 e comparou com dados de censo que contabiliza acidentes fatais de trabalho do Bureau of Labor Statistics (BLS). Durante o período, mais de 1,7 mil pessoas se suicidaram no local de trabalho.

De acordo com o estudo, a ocupação com maior taxa de suicídio é a que envolve lei e proteção, como policiais e bombeiros (5,3 a cada 1 milhão de trabalhadores), seguida por agricultores, fazendeiros e indivíduos envolvidos em atividades florestais (5,1 para 1 milhão). Agentes de saúde e pessoas que trabalham com reparos e manutenção tiveram taxas semelhantes (3,3 a cada 1 milhão). Dentre os reparadores, os que mexem com serviços automotivos são os mais propensos.

Os pesquisadores acreditam que a disponibilidade e acesso a meios letais, como drogas medicinais e armas de fogo, é a explicação mais provável para que essas profissões sejam “as mais letais”. Fatores estressantes e econômicos também podem estar por trás da relação entre suicídio e profissão. "Ocupação pode definir a identidade de uma pessoa, e fatores de risco para problemas psicológicos, como depressão e estresse, podem ser potencializados pela profissão", comentou à publicação o epidemiologista M. Tiesman, um dos líderes do estudo.

Os dados mostraram também que os homens têm 15 vezes mais probabilidade de cometer suicídio no local de trabalho do que as mulheres e a taxa é quatro vezes maior para trabalhadores com idade entre 65 e 74 anos do que para pessoas com entre 16 e 24 anos.
"Esta tendência ascendente de suicídios no local de trabalho ressalta a necessidade de pesquisas adicionais para entender os fatores de risco específicos da ocupação e desenvolver programas baseados em evidências que podem ser implementadas no local de trabalho", concluiu Tiesman

Embora seja um problema recorrente nos Estados Unidos, o suicídio cometido por militares não foi analisado, já que ele é contabilizado por uma base de dados diferente da que foi utilizada na pesquisa.

Quatro Coisas Para Fazer Após Uma Demissão Inesperada

desemprego; demissão; carreira; funcionário (Foto: Thinkstock)

A demissão pode chegar de repente, sem que o funcionário esteja preparado piscologicamente para isso. A falta de reação, de clareza e, pior ainda, os ataques de fúria, podem acabar com o profissionalismo ou impedir que você tenha forças para dar os próximos passos. Por isso, o site Inc.com listou quatro atitudes que vão te ajudar a colher os melhores limões para a limonada. Veja a seguir:
1. Reúna os fatos e negocie
Não é errado querer saber por que você está sendo demitido, por isso, questione. Mesmo se não sentir abertura, encontre uma maneira de manifestar sua vontade de crescer, de aprender com a experiência e conhecer os motivos que levaram à decisão. Também é muito importante se informar sobre indenizações e benefícios para o caso de quebra de contrato. Se lhe for oferecido qualquer acordo, leia com calma e, se precisar, consulte um advogado antes de assinar. Tentar negociar uma saída amistosa também é válido e muitas empresas estão abertas a isso. Se você gosta muito do emprego, nunca é demais pedir por uma segunda chance. 

2. Nunca feche as portas
Ser demitido pode acabar com a autoestima de qualquer um e fazer com que mesmo a pessoa mais calma e centrada tenha atitudes irracionais. Mas não se esqueça que manter uma postura nessa hora tão difícil é fundamental para não mudar, em segundos, a imagem que você construiu ao longo do tempo dentro da empresa. Os funcionários que permaneceram podem ajudar com referências e indicações de outras vagas no futuro. 

3. Respire fundo e siga em frente
Quando a ficha cair, vai parecer a pior coisa do mundo, mas não é. Uma demissão está mais para o encerramento de um capítulo e pode ser encarada como a chance de um novo começo ou motivar a busca por um emprego que te faça mais feliz, que dê valor às suas contribuições. Se você tiver condições financeiras, aproveite para tirar uma semana só para você. Encontre maneiras de relaxar, afinal, você acaba de passar por um grande trauma. Lembre-se de que você não está sozinho e nem foi a primeira pessoa do mundo a passar por uma situação como essa. Respire fundo e prepare o corpo e a mente para um recomeço.

4. Comece a procurar trabalho e pense no seu futuro
Mais do que um clichê, é uma verdade: quando uma porta se fecha, outras tantas se abrem. Comece sua busca atualizando a conta do LinkedIn, afinal, bastam poucos segundos de visualização no seu perfil para que alguém forme uma opinião sobre você. Se não tiver conta, faça uma imediatamente. Hoje, muitas empresas e headhunters vasculham a rede social em busca de possíveis candidatos à vagas. Faça um resumo de suas habilidades e talentos e inclua essas informações no perfil, no currículo ou nas cartas de apresentação. Acione seus contatos, entre amigos e conhecidos, mas não  fique apenas nas redes sociais. Saia  da cadeira, marque entrevistas, almoços, cafés e tente manter a procura mais profissional possível.

Cinco Coisas Que Você Deve Saber – E Que O Rh Nunca Irá Lhe Dizer

CONFIRA AS SUGESTÕES DE QUEM CONHECE OS BASTIDORES DO RH PARA MELHORAR SUA RELAÇÃO COM OS PROFISSIONAIS DESSA ÁREA - E O POTENCIAL DA SUA CARREIRA

Marionete; Controle; Carreira; Chefe; Funcionário; Mandar;  (Foto: ThinkStock )

Ame-o ou odeie-o, mas o fato é que o pessoal do departamento de RH tem um impacto significativo em sua carreira. De decisões sobre remuneração a promoções, muita gente subestima o papel do RH e a diferença que ele pode fazer se estiver do seu lado.
Da próxima vez que cruzar com um representante do RH, não mude seu caminho. Não finja que estava seguindo para a impressora nem para o bebedor. Sorria, diga “oi” e leve em consideração as sugestões abaixo, elaborados por um profissional que trabalhou no RH e publicadas na Business Insider.
1. Lembre-se de que o RH trabalha para a empresa, não para você
Claro, o RH quer oferecer suporte aos funcionários, mas, no fim das contas, eles estão trabalhando para servir aos interesses da companhia. Simples assim.
Então, da próxima vez que estiver se perguntando por que o pacote de benefícios foi cortado, por que tantos empregados leais foram dispensados na reestruturação ou por quê o RH apoia um gerente que claramente está agindo errado, lembre-se de que os profissionais dessa área são pagos pela empresa – e não por você.
2. Tenha em mente que todos os empregados NÃO são tratados da mesma forma
Enquanto os gerentes de RH vão falar que todos são tratados como talentosos e são valorizados pela empresa, eles próprios não acreditam que todos tenham talentos ou valores iguais. Em praticamente toda grande organização, as pessoas são classificados em diferentes grupos ou categorias. Por exemplo, há o grupo dos “alto potenciais” (high potential).
Você provavelmente não saberá oficialmente que essas divisões existem. Ou, ainda mais importante, em qual grupo você foi colocado pelo gerente de RH. No entanto, essas classificações podem afetar tudo, desde as oportunidades de desenvolvimento até a probabilidade de uma promoção ou aumento de salário.
Quando se trata de remuneração, os valores podem variar muito, mesmo quando duas pessoas fazem exatamente o mesmo trabalho. Se você suspeitar que recebe um salário abaixo de seu escopo, nunca é tarde para aperfeiçoar suas habilidades de negociação.
Existem inúmeras políticas de RH que defendem melhoria de processos, justiça e igualdade entre os funcionários. Mas para toda política, exceções são garantidas. A quem essas exceções se aplicam? Isso leva a outro tópico...
3. Cause uma boa impressão, porque a opinião do RH sobre você é crucial
É verdade que seu gerente é uma peça-chave para o seu avanço profissional. Mas o RH também pode ter um grande impacto em sua carreira – tanto positivo quanto negativamente. Se eles o enxergarem como uma garota entusiasmada, comprometida e articulada, os outros ouvirão falar sobre você. Da mesma forma, se o virem como um cara que só reclama e costuma chegar atrasado, isso também se tornará público.
Quando o RH estiver em uma reunião com o time de gestores, discutindo quem será promovido, quem será enviado a um programa de desenvolvimento executivo em Londres e quem será o novo integrante de um comitê com pessoas de alta performance, você obviamente quer estar em algum desses grupos.
O RH também é o primeiro a saber sobre novas vagas abertas na empresa. Você não quer apenas ser recomendado para boas posições. Quer ter a certeza de que será considerado em primeiro lugar. Apesar de o que você possa pensar (ou do que o RH lhe disser), muitos postos de trabalham nunca são anunciados.
Isso é importante porque, com muita frequência, funcionários novos não têm uma relação com ninguém do RH. E se você não conhecer ninguém de lá, eles provavelmente não vão sabem quem você é (e, portanto, não poderão lhe ajudar). Às vezes, tudo o que precisamos é de um breve encontro durante o café para discutir seu aprendizado e plano de desenvolvimento. Ou ainda para mensurar seu impacto em um grande projeto do qual faz parte.
Por outro lado, se você tem uma relação com o departamento de RH, mas sente que falta ter uma marca pessoal clara, aprenda a falar um pouco mais sobre suas conquistas. Faça um marketing pessoal. E, gradualmente, construa sua reputação.
4. Tome cuidado com o que você discute com o RH
Embora seja preciso construir uma relação com RH, você precisa estar consciente do que compartilha com os funcionários dessa área. Não considere suas conversas privadas com um de seus representantes como uma discussão confidencial.
Você sempre pode pedir que algo seja mantido em segredo, mas se for algo que realmente não queria que seja espalhado, é melhor não testar a sorte. As pessoas que trabalham para o RH são tão acostumadas a lidar com informações sensíveis que discutir algo que você enxergue como privado pode facilmente acontecer.
5. Também compartilhe palavras positivas com o RH
O RH frequentemente recebe um monte de reclamações. De “eu não fui pago em dia” até “por que se demora tanto para contratar alguém?” passando pelo sempre popular: “Nós realmente temos que perder tempo com outra reunião de RH?”. 
Mostrar seu apreço pelo RH pode exigir um longo caminho. Mas é importante oferecer feedbacks positivos à essa área também. Claro que deve ser um testemunho genuíno. Mas saiba que demonstrações positivas podem, muitas vezes, trabalhar a seu favor. Como diz o ditado, você pega mais abelhas com mel do que com vinagre.
Agora que tem a trilha, vá em frente e adentre as portas assustadoras do RH. Só tenha cuidado.

A triste geração que virou escrava da própria carreira

E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.