domingo, 9 de setembro de 2012

5 perfis que você deve seguir no Twitter para alavancar a carreira

Começando pelo seu chefe, confira 5 tipos de perfis que você deve seguir na rede de microblogs



Twitter é uma ferramenta poderosa para networking e para manter-se atualizado nas notícias e informações mais específicas da sua área. Se bem usado, ele pode ajudar a alavancar uma carreira.
Independente do setor no qual você trabalha, se você usa essa rede social, alguns cuidados devem ser tomados. Assim como no Facebook, as pessoas podem olhar quem você segue e tentar traçar o seu perfil com base apenas nisso. Por outro lado, seu feed também pode ser fonte de contatos, debates e notícias.
Bill Gates é um exemplo no tema. Sua conta na rede de microblogs (@BillGates) segue apenas 110 pessoas ou instituições. Dentre os “sortudos”, estão funcionários, colegas de trabalho e amigos. Gates também acompanha de perto os tuítes da sua fundação, e os de outras fundações, também, até as que poderiam ser consideradas suas “concorrentes”. Jornalistas, ONGs e instituições da ONU completam o feed de tuítes do bilionário, que interage com os seus seguidores e retuíta aqueles que segue.
Confira quais tipos de conta seguir para tirar o maior proveito da rede social.
Seu chefe
Não tem como fugir, ainda mais se a conta dele for bastante profissional. Ver aquilo que seu chefe retuíta ou compartilha dá uma noção sobre o que ele lê e acompanha. E mais: sobre o tipo de trabalho que ele valoriza. No mínimo, você já vai ter assunto para aquelas conversas de bebedouro.
As notícias. Todas as notícias.
Não importa se você é engenheiro, jornalista ou advogado, é essencial para sua carreira estar atualizado nas últimas notícias. Por isso, escolha uma fonte de notícias global, uma mais localizada e, se encontrar, alguma que fale sobre sua área específica (como a OAB ou o Observatório de Imprensa, por exemplo).
Colegas e clientes
Assim como seu chefe, é interessante seguir seus colegas e clientes – ou pelo menos aqueles que mantêm um bom equilíbrio entre vida profissional e pessoal no Twitter. Os colegas podem tuitar sobre projetos ou questões do trabalho e a rede social também pode ser uma boa maneira de se manter contato com clientes.
A concorrência
Esse é um tipo de perfil um pouco mais polêmico de se seguir. Nem todo mundo se sente à vontade para acompanhar a concorrência de perto. Mesmo assim, é importante seguir ao menos o perfil oficial de empresas do mesmo setor que o seu, elas acabam sendo uma boa fonte de novidades no meio.
Seus interesses
Quem você segue diz muito sobre quem você é. E não só profissionalmente. Um perfil pessoal que é tratado como corporativo (não traz opiniões ou novidades e segue apenas profissionais da área) pode parecer superficial ou forjado. Por isso, quem gosta de esportes deve seguir o perfil do time do coração, sim; quem se interessa por cinema, pode seguir guias e assim por diante.
Para evitar problemas profissionais por conta do seu Twitter, o jeito é manter o bom senso. Leia-se: nada de tuitar sobre o mercado financeiro de dia e na quarta feira à noite se acabar em xingamentos e palavrões durante o jogo de futebol.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

5 atitudes para aguentar a pressão no trabalho


Saiba o que especialistas recomendam quando o clima pesa e metas, prazos e resultados assombram empresas e profissionais

trabalho sob pressão
Nem todo profissional sabe trabalhar bem sob pressão, mas algumas estratégias ajudam a suportar tantas cobranças
Encarar a pressão no trabalho, que fica ainda mais latente nos últimos meses do ano, não é fácil. Metas, prazos apertadíssimos e cobrança por resultados costumam a assombrar empresas e profissionais, principalmente nesta época.

“No último quadrimestre, por conta das metas que precisam ser batidas e resultados entregues, o negócio começa a apertar”, diz Caio Infante, diretor de relacionamento e negócios da Felipelli.

Patrícia Zamberlan, sócia da Search, diz que, apesar de a pressão rolar durante todo o ano, há, realmente, uma pressa maior por parte das empresas em atingir os resultados agora. “Não é uma característica apenas deste período, mas do 2º semestre em diante a cobrança é maior”, diz.
Mesmo sendo uma realidade, é fato que nem todo profissional consegue lidar bem com a pressão. Na opinião de Patrícia, pessoas menos experientes estão mais propensas a “entrarem em parafuso” quando o ambiente de cobrança começa a pesar.
“Depende muito de cada profissional, mas pessoas mais experientes, que têm domínio da sua área de atuação, conseguem administrar melhor o tempo e se planejar melhor para suportar isso”, diz Patrícia.
De acordo com os especialistas, quem está se sentindo no olho do furacão pode adotar algumas estratégias para tentar lidar de uma forma mais saudável com a pressão.

Isso porque, sim, a cobrança continua, os prazos vão expirar e a tendência, infelizmente, é de mais pressão vindo por aí. Portanto, confira as dicas dos especialistas consultados por EXAME.com para se organizar e dar conta do recado :

1 Seja transparente
Ficar em silêncio não vai ajudar. O ideal é chamar o gestor da área para uma reunião e expor os motivos que o estão levando a se sentir sobrecarregado. No entanto, certifique-se de que, de fato, o que está sendo pedido está além da sua capacidade.
“Nessa época é melhor ser transparente e buscar ajuda. É melhor dizer ‘não sei fazer’ do que continuar nessa situação de pressão”, diz Infante.
Ajustar a metas com o gestor é algo que deve ser feito durante todo o ano, na opinião dos especialistas. É o que eles chamam de alinhamento. Manter conversas frequentes com o chefe ou com a equipe pode evitar que você ganhe muitos fios de cabelo branco nesta época do ano. “Seria importante para não deixar chegar nesse ponto, ir ajustando as metas pouco a pouco”, diz Infante.
Do ponto de vista do gestor, a transparência também é essencial. “É importante compartilhar a realidade com a equipe porque a cobrança vai recair sobre ele e consequentemente vai afetar toda a área”, diz Infante.
2  Defina prioridades e negocie prazos
Tudo é para ontem e tudo é prioridade. Só de pensar nisso o estômago embrulha. Afinal a pilha de papéis na mesa só aumenta e para dar conta de tudo seriam necessários super poderes.
É hora de negociar prazos. Aproveite a reunião de alinhamento com o gestor para definir o que é prioritário e quais prazos podem ser estendidos.
Patrícia lembra que esta é uma atitude bem rara, principalmente no que diz respeito aos profissionais mais jovens, menos experientes. “É comum as pessoas simplesmente irem aceitando todos os prazos impostos sem negociar e assim vão se sobrecarregando”, diz.
3 Faça um cronograma
Com metas e prazos definidos, monte um cronograma. Para conseguir gerenciar uma avalanche de informações, cumprir prazos e bater metas, a regra de ouro é a organização. “Com planejamento a pessoa consegue se tornar mais produtiva e atingir as metas”, diz Patrícia.
4 Converse com os outros
Saber as estratégias de outras pessoas para lidar com a pressão pode ser útil, dizem os especialistas. “Buscar uma referência externa é importante. Tente perguntar como ela fazia quando se via em uma situação semelhante”, diz Infante.
Patrícia concorda. “Conversar com pessoas mais experientes pode ajudar principalmente quem é mais jovem”, diz a sócia da Search.
5 Desligue-se quando puder
Encaixe momentos prazerosos na sua rotina e não pense em trabalho enquanto isso. “Saber desligar, aproveitar o tempo em que está com a família e os amigos ajuda a manter o equilíbrio”, diz Infante.
“Buscar atividades interessantes fora do trabalho ajuda a extravasar o estresse”, lembra Patrícia. Esporte, estudo, atividade artística: vale qualquer atividade, desde que você se divirta.

Dicas de organização para quem trabalha em casa


Especialistas dão conselhos para manter o home office em ordem e listam quais as ferramentas de trabalho indispensáveis

Home office

Interessadas em aumentar a produtividade e segurar talentos em seus quadros de funcionários, empresas têm adotado o sistema  home office como estratégia. Para se ter uma ideia, na gigante da tecnologia IBM, 4 em cada 10 funcionários trabalham de forma remota, diz Adriana Vianna, gerente da área de vendas e marketing da Hays.
E não para por aí, de acordo com ela, levantamento da Hays indica que, nos Estados Unidos, 84% da população trabalha de casa ou da rua, pelo menos uma vez por semana. “Em 2008, esse percentual era de 72%”, diz. Se o Tio Sam já se rendeu ao home office, no Brasil o trabalho remoto começa a ganhar espaço sobretudo na área comercial, segundo Adriana.
Mas para que o trabalho seja eficiente, é preciso tomar alguns cuidados na hora de montar e organizar o escritório em casa. De acordo com Adriana, há empresas que fazem investimento inicial de 1,5 mil a 2 mil reais para o funcionário montar o seu escritório e dão uma ajuda de custo mensal entre 150 a 200 reais para os gastos cotidianos.
Especialistas consultados por EXAME.com deram algumas dicas valiosas para quem quer ganhar o pão sem colocar os pés na empresa todos os dias.
1 Escolha um lugar específico para o trabalho
Não confunda homeoffice como seu laptop. Tenha um local destinado apenas para exercer suas atividades de trabalho. “Se existe mais de uma pessoa na casa, é preciso ter um ambiente reservado”, diz Adriana. Quem mora sozinho pode reservar um canto da sala para trabalhar, segundo Adriana.
De acordo com ela, algumas empresas até investem em isolamento acústico para o home office de funcionários. “Há a preocupação com a confidencialidade das informações de trabalho e o isolamento ajuda a evitar que conversas sejam ouvidas, por exemplo”, diz Adriana.
A regra de ouro para quem tem um home office é optar por um espaço sem muitos móveis ou objetos de decoração, bem iluminado e arejado. “Quanto mais ‘clean’, melhor”, diz Adriana. 
A personal organizer Eliete Teixeira concorda. “O acúmulo de móveis, má iluminação e a falta de ventilação são alguns dos itens que impedem a manutenção de um ambiente agradável”, diz.
“Mobília que não usa deve ser deslocada deste ambiente, cadeira e mesa devem ser proporcionais, assim como o seu monitor”, aconselha Eliete.
2 Backup é essencial
Quem trabalha só em casa pode apostar em um desktop mas, quem costuma fazer trabalhos externos deve ter um laptop ou um tablet. De acordo com Adriana, seja qual for o tipo de equipamento utilizado, o essencial mesmo é ter um backup dos arquivos.
“Muitas empresas pedem que o funcionário tenha um HD externo para armazenar as informações”, diz Adriana. Seguir este conselho, certamente evita dores de cabeça caso haja qualquer problema com o seu instrumento de trabalho. “Imagina se o computador queima?”, pergunta Adriana.
3 Mantenha uma linha de telefone exclusiva
Se a linha de telefone é fixa e você mora com outras pessoas, o certo é mantê-la exclusivamente para o trabalho. “Isso evita que alguém da família acabe atendendo suas ligações”, diz Adriana.
Como o celular é uma necessidade básica, segundo Adriana, as empresas costumam investir em uma linha corporativa para facilitar o alcance da comunicação.
4 Atente à organização
Você já tem espaço e as ferramentas de trabalho – computador e telefone –, o próximo passo é atentar à maneira de organizar seu home office. “Ter e ver seu espaço organizado gera uma sensação de conforto, mesmo que o local seja pequeno”, destaca Eliete.
Limpeza e higiene fazem parte também da organização. “Evite copos e xícaras de café sobre a mesa, e papéis amassados pelo chão”, diz Eliete.
Ela recomenda que se evite espalhar os objetos que mais usa pela mesa. “Mas também não os deixe fechados em armários”, diz. Itens pequenos também não devem ficar jogados pela mesa. “Organizadores de gavetas, cestos e caixas ajudam a organizar canetas, lápis, clips, borrachas, post-its e bloco de notas”, diz a personal organizer.
Outra dica, de acordo com Eliete, é optar por um arquivo de pastas suspensas para que os documentos não sumam, além de separar papéis pessoais e profissionais. “O arquivo deve ser atualizado, no mínimo uma vez por mês”, diz Eliete.
Fios espalhados também não são indicados, segundo ela. “Mantenha fios e cabos longe de sua visão, organizadores de fios vão auxiliar bastante, mas se puder adquira aparelhos - telefone, mouse e teclado, sem fio”, recomenda.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

16 clichês de carreira que todo mundo repete - e não deveria


Especialistas listam as ideias sobre carreira que todo mundo fala por aí, mas que são quase mitos

Mulher gritando no megafone

Quando o assunto é carreira, atire uma pedra quem nunca bancou o especialista e encheu a cabeça de um amigo ou colega de trabalho de conselhos. Mas, especialistas advertem, nestes casos, é muito fácil cair num clichê - daqueles que nem a realidade mais acredita. Confira quais os clichês de carreira que são propagados por aí, segundo especialistas de carreira (de verdade):
“Você tem que planejar os próximos cinco anos da sua carreira”
A questão está presente em boa parte das entrevistas de emprego feitas por aí. Saber a resposta é essencial para mostrar seus valores e intenções para o recrutador. Mas se agarrar fielmente aos planos de carreira não é uma boa estratégia.
“As coisas mudam demais. Você corre o risco de recusar oportunidades porque elas não têm relação com seu objetivo final”, afirma Gisela Kassoy, especialista em carreira e criatividade . “A gente não conhece todo nosso potencial. A gente pode se envolver com coisas que nunca pensamos e acabar gostando”.
“Faça o que você ama que o dinheiro te seguirá”
Fazer o que você ama é essencial. Agora, é ilusão pensar que isso é garantia de que o dinheiro virá. “A pessoa gosta tanto do que ela faz que pode optar por um tipo de trabalho que pague menos”, afirma Gisela. Agora, segundo a especialista, não gostar do trabalho e não ter um bomsalário “é uma dupla tragédia”.
“Se você gosta do seu trabalho, será sempre feliz”
História de carochinha, conto de fadas ou ficção científica pensar que o fato de gostar do seu trabalho é garantia de sorrisos fartos todos os dias. A vida profissional é bem mais complexa do que isso. Por mais apaixonante que sua carreira seja, uma coisa ou outra pode não agradar você. E é essencial aprender a lidar com isso.
“A profissão está para a nossa era assim com o casamento estava para os anos 60. As pessoas pensavam que bastava se apaixonar para que tudo estivesse resolvido. O amor salvava tudo”, afirma Gisela.
Como o amor entre duas pessoas não salva – e tem lá seus altos e baixos, toda função profissional também possui seus “poréns”. "Você pode amar seu trabalho, mas talvez não goste de lidar com as políticas da empresa, com a falta de autonomia”, diz a especialista. E por aí vai.
“O amor à primeira vista pode ser um equívoco tremendo assim como a antipatia e o desinteresse à primeira vista também”, afirma.
“Para ter sucesso na carreira, é preciso ser chefe”
Nem sempre. Tudo depende do seu referencial de sucesso e satisfação profissional. “Sucesso é relativo”, afirma Joseph Teperman, sócio da Flow Executive Finders. “Muita gente é feliz com uma posição de especialista”.
Não é preciso chegar a um cargo de liderança para provar para os outros que você está crescendo na carreira. Muitas empresas, por exemplo, oferecem planos de carreira em Y – aqueles destinados para quem tem um perfil mais técnico.
A mesma questão cabe para quem já está no cargo de diretor e sente a pressão dos companheiros para mirar um cargo de presidente. Nem todos querem a responsabilidade e a pressão que é comandar uma empresa.
Agora, o único jeito de saber qual plano de carreira é mais coerente com o seu perfil é conhecendo muito bem a si mesmo. “É preciso autoconhecimento para saber onde se quer chegar”, afirma o especialista.
“Para ficar rico, você tem que ser empreendedor”
Mais da metade dos jovens brasileiros afirmam que, em algum momento de suas carreiras, terão um negócio próprio, segundo levantamento recente da Cia. De Talentos. O retorno financeiro e a autonomia que o empreendedorismo pode dar são alguns dos fatores para tanta empolgação em torno do tema.
Mas, Fernanda Mota, sócia-diretora da M3, pondera: “abrir um negócio próprio ainda é muito arriscado”. Poucos são os que conseguem sobreviver ao primeiro ano de nascimento da nova empresa. “É preciso ter uma noção de administração de empresas, de empreender e de como trabalhar com dificuldades”, diz.
“Existe um limite pra o crescimento profissional”
O fato de chegar ao cume da sua área profissional não significa que é hora de se acomodar. Ao contrário. “Hoje em dia, as carreiras são muito dinâmicas. Você pode estar no topo um dia e no outro, demitido”, diz Gisela.
Mas não é só isso. “O conhecimento não tem fim. Sempre existirá alguma coisa para você aprender e se atualizar”, afirma a especialista. “Este lá (onde você pode parar de crescer profissionalmente) não existe”.
“Profissões em alta são garantia de emprego”
Se todo mundo está falando sobre uma profissão ou especialização, cuidado. A demanda elevada de hoje pode ser a saturação do amanhã. “Todo mundo se prepara para as posições que estão mais em alta e com isso, o mercado fica saturado, não tem mais espaço para aquelas pessoas”, afirma Fernanda, da M3.
“Se você, realmente, não estiver uma identidade com aquele mercado, vai chegar uma hora que você não vai mais para frente”, diz a especialista.
“Quem tem um salário maior é mais feliz”
“Apenas 20% das pessoas mudam de emprego por causa do salário”, diz Teperman, da Flow. “Isso faz parte de um clichê macro da vida que diz que dinheiro traz felicidade”. Quem já recebeu um aumento interessante sabe que, na prática, isso não é verdade.
Teperman conta que pesquisas mostram que ganhadores de loteria até ficam muito felizes ao receber a bolada. Mas a felicidade volta a níveis semelhantes ao que a pessoa tinha antes de ficar rico.
“É possível ter controle de tudo quando o assunto é carreira”
Você pode ter um currículo impecável, uma formação teórica capaz de fornecer as melhores sacadas e uma ótima percepção do mercado. Mas nada disso é suficiente para dar a você total controle sobre o que pode suceder nos dias que se seguem. “Algumas variáveis você até pode controlar, mas não todas”, diz Gisela.
“Ideias boas se vendem sozinhas”
A sua sacada pode até ser sensacional, mas se você não souber como embalá-la, as chances da ideia não ser aceita aumentam, afirma Gisela. “As pessoas tendem a se apaixonar pelas próprias ideias e não levam em conta as questões políticas, nem como deve apresentá-las. Não é bem assim”, diz a especialista.
“Fazer hora extra no trabalho é sinônimo de produtividade”
Definitivamente, ficar horas a mais no trabalho não significa que você tem tudo para ganhar o título de funcionário do mês. “Quem tem a mesa lotada de afazeres, vira a noite trabalhando, não necessariamente é o mais produtivo”, diz Fernanda. Em alguns casos, isso até pode ser sinônimo de desorganização.
“A fórmula do sucesso alheio terá o mesmo efeito para você”
Não é porque o mundo está falando do último viral do momento, que você deve fazer o mesmo. Não é porque o caminho escolhido pela concorrência deu certo, que você deve segui-la. Ao contrário: “Se está todo mundo fazendo a mesma coisa, é hora de cair fora”, aconselha.
Ela explica que ao copiar aquilo que já é a bola da vez, você “não terá o efeito surpresa”. E por isso os riscos de não dar certo são elevados. A dica é seguir, sim, as tendências. Mas fugir de tudo que é clichê. Anotou? 
“Faça o curso que todo mundo fez|faz”
“Reciclar você tem que se reciclar sempre. Mas fazer o mesmo MBA que todo mundo já fez na empresa não é o caminho", afirma Gisela. “Aposte em um curso diferente que torne você especial, que traga uma contribuição diferente para a companhia”. E que seja coerente com suas aspirações profissionais.
“Ter uma carreira internacional é essencial – e vai fazer você feliz”
Muita gente por aí, provavelmente, já sentiu inveja daquele amigo que roda o mundo a trabalho. Mas, apesar de interessante, carreira internacional não é para todo mundo. “Você passa metade do mês dentro de um avião, dormindo em hotel. É difícil ter rotina, dificulta o relacionamento”, afirma Teperman.
“Mercado de trabalho é ruim para todos que têm mais de 40 anos”
O papo de que depois dos 40 anos é difícil se recolocar no mercado de trabalho é ultrapassado. Com o descompasso entre procura e oferta de profissionais qualificados, os recrutadores estão de olho nos currículos cheios de experiência – algo que só os mais velhos podem oferecer. Mas essa realidade só vale para profissionais que estejam atualizados. E, claro, tenham muita energia, afirma o especialista da Flow.
“Se mudar de carreira, tudo que aprendi até agora será em vão”
Quem decide dar uma guinada na carreira e partir para outra área profissional pode ficar tranquilo: tudo o que você aprendeu até agora pode ser sim usado no novo emprego. “O conhecimento sempre é aproveitado. Talvez você não utilize as mesmas competências, mas, indiretamente, você pode transformar a experiência em conhecimento”, afirma Fernanda.

6 passos para arruinar o seu currículo


Confira os erros que fazem com que o currículo seja descartado logo de cara pelos recrutadores

Papel indo para o lixo

Confusão, mentira e um toque de preguiça. Estes são os ingredientes fundamentais para um currículo irrelevante ficar pronto para ser descartado por headhunters e recrutadores.
Quem pretende garantir uma oportunidade profissional precisa prestar atenção nestes aspectos para ter mais chances de conseguir uma entrevista de emprego. Competência e mercado de trabalho aquecido de nada valem se você não souber fisgar o recrutador nesta primeira e importante etapa.
Confira 6 atitudes que arruínam qualquer currículo, de acordo com Luis Testa, gerente comercial de tecnologia do Vagas:
1 Cometa erros de português ou de desatenção
Nem a mais brilhante das trajetórias profissionais resiste aos escorregões ortográficos. Assassinar o idioma vai comprometer de cara as chances do candidato. “Um bom currículo não pode ter erros graves de escrita”, diz Testa.
Falhas por desatenção também são um tiro no pé. “Um erro assim mina as chances do candidato, principalmente, quando a oportunidade pede profissionais de perfil minucioso e detalhista”, diz Luis Testa.
Dica: lembre-se de que alguns erros os corretores ortográficos não corrigem. Pedir para alguém ler o seu currículo é um método simples que pode evitar este tipo de deslize. “Muitas vezes outra pessoa consegue identificar erros que quem escreveu não percebe”, diz Testa.
2 Não tenha clareza
Você quis ser inovador na forma, mas pecou na clareza. Cuidado! Se o recrutador não tiver fácil acesso às informações presentes no currículo, as chances de ele chamá-lo para uma entrevista caem por terra.
“O candidato tem que atentar à maneira como o currículo é apresentado”, diz o especialista recomendando que as pessoas evitem uma diagramação “estranha” do currículo.
Dica: novos formatos podem até ser um diferencial para o candidato, mas é preciso se certificar de que os dados estejam dispostos de uma forma objetiva e de fácil leitura.
3 Maquie ou falseie informações
O recente exemplo de Scott Thompson, ex- CEO do Yahoo! está aí para não deixar dúvida. Ao incluir no currículo uma graduação em ciências da computação pela Stone Hill College, que não existiu, ele acabou sendo descoberto e denunciado.
A notícia correu o mundo e ele foi obrigado a deixar o cargo. Embora o executivo esteja agora no comando do ShopRunner, site de compras pela internet, para sempre vai carregar essa mácula em sua carreira. 
De acordo com Testa, uma mentira pode até ajudar você a garantir a vaga em um primeiro momento, mas as chances de ser descoberto são grandes e o resultado vai ser desastroso. “Mentira é um erro grave e compromete a imagem do profissional”, diz ele.
O mesmo vale para currículos maquiados. Supervalorizar conhecimentos em relação a idiomas, por exemplo, é um erro comum, na opinião de Testa.
Um estudo feito pelo Vagas cruzou informações entre os resultados de testes online de inglês e o nível de conhecimento do idioma afirmado pelos candidatos nos currículos cadastrados no site. “Apenas um terço daqueles que diziam ter inglês avançado efetivamente tinham esse nível”, diz.
Dica: “Coloque apenas o que você tem realmente a oferecer”, indica Testa.
4 Coloque um objetivo profissional que nada tem a ver com a oportunidade em questão
“Esse é o erro clássico do candidato paraquedista”, diz Testa. Ele se refere àquelas pessoas que se candidatam para diferentes tipos de oportunidades sem alterar o objetivo profissional no topo do currículo. "O recrutador enxerga este tipo de candidato como não tendo o perfil da vaga”, explica.
Dica: Tenha cuidado em alterar o objetivo profissional se está se candidatando a diferentes oportunidades. Tenha certeza de que o seu objetivo profissional no currículo tem relação direta com o tipo de trabalho em que está interessado.
5 Currículo online: deixe informações de fora
Todo mundo sempre ouve que o currículo ideal é de uma página. Essa premissa cai por terra quando o formato é online. “O currículo online tem que ser completo e não sucinto”, diz Testa.
Isso ocorre porque empresas que recrutam candidatos pela internet recebem centenas de currículos a cada vaga anunciada. “O RH não tem tempo hábil de ler todos os currículos e usa ferramentas como, por exemplo, busca por palavra chave para fazer um ranking dos melhores”, lembra Testa.
Dica: Seja objetivo e não prolixo, mas não deixe nenhuma experiência profissional de fora. Sua experiência como estagiário pode fazer a diferença dependendo do que a empresa está buscando.
6  Deixe campos em branco ao se cadastrar pela internet
Deixar de preencher campos com informações pode fazer com que você seja desqualificado. “Se está lá para ser preenchido é porque a empresa pode usar como critério de seleção”, diz Testa.
Dica: “Se há um campo para preencher, preencha”, recomenda Testa. Deixar o seu CEP de fora, por exemplo, pode fazer com que você seja descartado se a empresa está em busca de candidatos que morem em determinada região, por exemplo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

10 filmes que todo concursando deveria assistir

Passar em concurso público não é tarefa fácil. Quem estuda para as seleções está sempre buscando motivação para continuar os estudos. A preparação requer muita paciência e dedicação. Porém, é fundamental que os candidatos tenham também momentos de lazer e esqueçam um pouco da rotina de livros, editais e simulados. Uma pausa nos estudos pode funcionar como uma nova injeção de ânimo.

Pensando nisso, a Revista Exame elaborou, e nós apoiamos na íntegra, uma lista com 10 filmes que podem dar aos candidatos à carreira pública uma dose extra de motivação. As palavras-chave são: Planejamento, Dedicação, Persistência, Esforço, Recuperação, Desafio, Sonhos, Fé, Disciplina, Organização e Sucesso. 

 Confira:

1) O equilibrista (de James Marsh, com David Forman)
O documentário conta a saga de Philippe Petit até atravessar, sob um cabo de aço, o espaço que separava as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O fato aconteceu em 1974, mas o planejamento para que o feito fosse bem sucedido começou muitos anos antes.

2) Rocky Balboa (de Sylvester Stallone, com Sylvester Stallone, Burt Young)
No último filme da franquia, Rocky Balboa está aposentado dos ringues e vive uma vida sem sentido. É, então, convidado para lutar contra o principal boxeador do momento que também vive uma crise pessoal.
“Em um dos trechos, ele diz que não importa o quanto as pessoas discutam com ele, ninguém vai bater tão forte quanto a vida. Mas que o que é mais importante é quantas vezes você levanta”, diz Guilherme Madeira, juiz e professor do Complexo Educacional Damásio de Jesus. “O filme também mostra que a última coisa que envelhece, na vida, é o coração”.

3) À procura da felicidade (de Gabriele Muccino, com Will Smith, Thandie Newton)
Chris Paul Gardner Gardner era vendedor de aparelhos médicos que estavam em decadência no mercado. Com apenas 21,39 dólares no bolso e vivendo em albergues com o filho, ele decidiu se tornar corretor de ações.
A trama retrata o período em que ele atuou em um estágio não remunerado de uma grande corretora. E mostra como ele se tornou milionário.

4) Prova de fogo (de Doug Atchison, com Keke Palmer e Laurence Fishburne)
Akkelah Anderson tem 11 anos e, diante de si, o maior desafio que uma criança poderia enfrentar: concorrer ao National Spelling Bee, a mais importante competição de soletrar do mundo.

5) Poder além da vida (de Victor Salva e Shalimar Reodica, com Scott Mechlowicz e Nick Nolte)
Dan Millman é um talentoso ginasta com promessas muito palpáveis de subir ao topo do pódio olímpico. Um acidente, contudo, coloca um pretenso ponto final nos sonhos dele de chegar ‘as olimpíadas.

6) Desafiando gigantes (de Alex Kendrick, com Erin Bethea e James Blackwell) 
Nos seus seis anos como técnico de futebol americano de uma escola, Grant Taylor nunca conseguiu levar seu time Shiloh Eagles a uma temporada vitoriosa. E ao ter que enfrentar crises profissionais e pessoais aparentemente insuperáveis, a idéia de desistir nunca lhe pareceu tão atraente. É apenas depois que um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé que ele descobre a força da perseverança para vencer.

7) Coach Carter – Treino para a vida (de Thomas Carter, com Samuel L. Jackson e Rob Brown)
O dono de uma loja de artigos esportivos, Ken Carter (Samuel L. Jackson), aceita ser o técnico de basquete de sua antiga escola, onde conseguiu recordes e que fica em uma área pobre da cidade. Para surpresa de muitos ele impõe um rígido regime, em que os alunos que queriam participar do time tinham de assinar um contrato que incluía um comportamento respeitoso, modo adequado de se vestir e ter boas notas em todas as matérias. A resistência inicial dos jovens acaba e o time sob o comando de Carter vai se tornando imbatível.

8) Tempo de recomeçar (de Irwin Winkler, com Kevin Kline e Kristin Scott Thomas)
George Monroe, um arquiteto de meia idade, descobre que tem câncer e pouco tempo de vida. O filme mostra como ele organiza a vida em função do tempo que lhe resta.

9) Um domingo qualquer (de Oliver Stone, com Al Pacino e Cameron Diaz)
Em algumas carreiras, o tempo é perverso. E os jogadores do time de futebol americano Sharks de Miami sentem isso na pele. Após três derrotas consecutivas, eles precisam agir rápido para mudar sua sina.

10) A sociedade dos poetas mortos (de Peter Weir, com Robin Williams e Ethan Hawke)
O personagem interpretado por Robin Willians assume a cadeira de literatura da tradicional Welton Academy. Seus métodos de ensino, contudo, levam os alunos a questionamentos que geram um choque cultural dentro da ortodoxa instituição.

domingo, 2 de setembro de 2012

Como se comportar durante uma entrevista de emprego


Nos processos seletivos realizados nas empresas, geralmente são realizadas  entrevistas, dinâmicas de grupo, provas e/ou testes com a finalidade de avaliar o perfil dos candidatos.
Em resumo, um empregador quer saber:
Quem é você?
O que você já fez?
O que sei fazer?
O que gosto de fazer?
Em que posso melhorar?
Por que você saiu do último emprego?
Por que você deveria ser contratado para esta vaga?
A entrevista
O selecionador está apenas interessado em saber como você pode beneficiar a empresa.
São feitas muitas perguntas e o candidato precisa estar preparado para respondê-la com total confiança, para assim fazer com que o entrevistador acredite nas respostas.
Antes de ir para entrevista o candidato deve se preparar. Seguem algumas dicas:
• Procure conhecer a empresa antes da entrevista;
• Nunca se atrase e nem chegue muito antes do horário marcado;
• Boa apresentação (boa higiene, cabelos e barbas feitos; unhas cortadas e limpas); roupas discretas (mulheres sem decote e homens sem boné); jamais use óculos escuro;
• Fale com clareza e seja objetivo;
• Evite vícios de linguagem e erros de português e nunca use gírias;
• Não fale mal de seus patrões e empresas anteriores;
• Esteja preparado para responder sua pretensão salarial, horário de trabalho, disponibilidade de mudar de cidade, etc;
• Procure enfatizar além dos cargos ocupados, as contribuições que você trouxe para a empresa;
• Evite dar respostas curtas (ex. sim, não e é);
• Não faça piadas, mastigue chicletes ou balas e não fume;
• Não minta;
• Não leve outra pessoa com você; 
• Cuide do seu hálito;
• Desligue o celular;
• Não demonstre impaciência;
• Não mexa nas coisas do entrevistador e nem crie intimidade com o mesmo.
• Contato visual: Seja firme, olhe nos olhos;
• Atitude (não mascar chicletes, não usar boné, seja simpático, tanto com o porteiro, quanto com o selecionador;
• Tom de voz (não fale muito alto nem muito baixo);
• Conhecer seu currículo (leia-o);

O que esperar de uma entrevista?
O que o empregador espera:
Confirmar os dados já apresentados no currículo;
Recolher outras informações;
Verificar o perfil do candidato.
O que o entrevistado pretende:
Demonstrar as suas competências e capacidades;
Convencer o empregador;
Verificar se a vaga corresponde àquilo que esperava.


Perguntas freqüentes nas entrevistas:
• Fale sobre você (responda apenas o que for perguntado)
• Quanto quer ganhar? 
• Por que deixou o último emprego?
• Quais são seus objetivos?
• O que você procura num emprego? 
• Por que acha que devemos contratá-lo? 
• Diga seus pontos fortes e seus pontos fracos.
• Com que tipo de pessoa você tem dificuldade para trabalhar? 
• O que você pode contribuir para nossa empresa?


Dinâmica de grupo:
• Usada para identificar certas características das pessoas e como se relacionam com os outros;
• O que será analisado pelo selecionador são o seu comportamento e posicionamento diante de uma situação teste;
• Não desanime! Não é porque você cometeu um erro que você não pode consertá-lo durante o processo.


Competências geralmente analisadas na dinâmica de grupo:
• Iniciativa (evite falar em excesso ou impedir que os outros participem); 
• Determinação;
• Trabalho em equipe.
Preste atenção nas instruções do selecionador;
Seja natural, interaja e seja o mais participativo possível;
Não tente impor seu ponto de vista;
Procure não ofuscar os outros membros da equipe;
Tome cuidado com as gírias e os erros de português;
Administre o tempo de cada atividade.
Tipos de dinâmica
• Atividades lúdicas: servem para descontrair e deixar os candidatos se comportarem da forma mais natural possível;
• Perguntas do tipo "Que animal (sorvete, cidade, objeto) você gostaria de ser?" ou "Em que ano preferia ter nascido?" têm como objetivo avaliar a criatividade, a originalidade, a velocidade de raciocínio dos candidatos e para revelar a forma como o profissional se vê;
• Como garantir a sobrevivência do grupo após um naufrágio? O que levar em uma expedição ao deserto do Saara? Nesse tipo de atividade, não existe resposta certa ou errada. A prova avalia bom poder de argumentação, a coerência e a capacidade de estratégia do profissional;
• Provas situacionais são bastante comuns em dinâmicas de grupo. Resumem-se a simulações de situações de trabalho, o mais próximas possível do real. O objetivo é analisar de que forma os candidatos exerceriam funções específicas do cargo pretendido. Podem ser aplicadas individual ou coletivamente.